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Enquanto permanecem as incertezas sobre a extensão do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, os Emirados Árabes Unidos têm intensificado os alertas sobre a segurança na travessia de embarcações pelo Estreito de Ormuz. Neste sábado, o país fez um apelo em sessão do Conselho de Segurança da ONU em defesa da liberdade de navegação. Mohamed Abushahab, representante permanente dos Emirados nas Nações Unidas, lembrou que esse é um pilar fundamental do direito internacional.
Os Emirados acusam o Irã de ameaçar a segurança marítima e de perturbar a economia global por meio de ações no Estreito. Abushahab também alertou que os desenvolvimentos recentes ressaltaram a importância de proteger rotas comerciais globais vitais.
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Segundo o site Gulf News, o Centro de Segurança Marítima de Omã pediu a todos os marinheiros, pescadores e embarcações que adotem a máxima cautela após a detecção de um objeto flutuante suspeito de ser uma mina naval a oeste da zona de tráfego costeiro no Estreito, dentro das águas territoriais de Omã.
Na ONU, Abushahab afirmou que os Emirados Árabes estão comprometidos com um futuro baseado na estabilidade, diálogo e prosperidade compartilhada, argumentando que a paz sustentável não poderia coexistir impunemente ou com repetidas violações das normas internacionais.
“Após oito décadas de cooperação internacional em busca da paz e de uma ordem global compartilhada, a Carta das Nações Unidas continua sendo nosso principal escudo contra a desordem global e a pedra angular da cooperação internacional”, disse ele ao conselho.
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Mas o Irã tem tentado passar uma imagem de distensão: a agência Fars News informou hoje que 20 navios passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas sob coordenação das forças iranianas, de acordo com informações da marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).