Elon Musk oferece internet gratuita do Starlink no Irã após governo bloquear conexão

País no oriente médio enfrenta uma onda de protestos contra o regime do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei

Caio César

Manifestantes iranianos bloqueiam rua durante protesto em Teerã – 08/01/2026 (Foto: Stringer/WANA via REUTERS)
Manifestantes iranianos bloqueiam rua durante protesto em Teerã – 08/01/2026 (Foto: Stringer/WANA via REUTERS)

Publicidade

O bilionário Elon Musk, ex-chefe do Departamento de Eficiência Governamental do governo de Donald Trump, passou a ofertar gratuitamente o acesso à internet da Starlink no Irã. A medida ocorre após o governo local bloquear a conexão como forma de tentar sufocar os protestos que já deixaram mais de 2 mil mortos no país.

A empresa isentou as taxas do serviço desde a manhã de terça-feira (13), afirmou Ahmad Ahmadian, diretor-executivo da Holistic Resilience.

A Starlink é uma divisão da SpaceX, companhia de exploração espacial de Musk, que utiliza satélites para levar conexão de internet a áreas isoladas, com pouca ou nenhuma estrutura física para suportar a comunicação em rede.

Aproveite a alta da Bolsa!

Entenda os protestos no Irã

O ciclo de protestos que atravessa o Irã há mais de duas semanas envolve uma onda de contestações de cunho político contra o atual governo e já é considerado o maior desafio ao regime em anos.

As manifestações começaram como protestos nos bazares de Teerã contra a inflação desenfreada, mas se espalharam pelo país e passaram a expressar críticas gerais ao regime do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei.

A base do descontentamento atual está ancorada em uma crise econômica profunda. A moeda local, o rial, perdeu cerca de 40% de seu valor, enquanto a inflação segue elevada. O estopim veio de um setor historicamente alinhado ao regime: os comerciantes do Grande Bazar de Teerã, que tiveram papel central na Revolução Islâmica de 1979.

Continua depois da publicidade

Em resposta, as autoridades cortaram o acesso à internet e as linhas telefônicas desde quinta-feira (8), dia que reuniu as maiores manifestações desde o início da onda de protestos.

*Com informações da Bloomberg