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3 Ago (Reuters) – A rede elétrica de Cuba entrou em colapso no final do domingo, informou a operadora estatal da rede, deixando a ilha — com cerca de 10 milhões de habitantes — às escuras, em um momento em que os apagões se tornam cada vez mais frequentes.
A interrupção ocorre após três apagões em todo o país em julho e surge em um momento em que o bloqueio petrolífero imposto pelos EUA sobrecarrega ainda mais a envelhecida infraestrutura energética da ilha.
A União Elétrica de Cuba não forneceu mais detalhes sobre a situação em suas publicações no X e no Facebook.
A pressão sobre o sistema elétrico tem aumentado à medida que Cuba enfrenta dificuldades para garantir as importações de combustível.
O país perdeu uma fonte essencial de combustível após um bloqueio petrolífero imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na sequência da destituição do presidente venezuelano Nicolás Maduro por Washington, em 3 de janeiro.
A Venezuela há muito tempo era o principal fornecedor de petróleo de Cuba, e as importações do México também foram interrompidas em meio à crescente pressão dos EUA.
A crise energética coincide com uma abertura cautelosa do setor energético cubano, rigidamente controlado, impulsionada pela escassez de combustível e pelas severas sanções dos EUA.
Recentemente, Havana autorizou seu primeiro empreendimento de importação de combustível com participação estrangeira e permitiu que cerca de 200 empresas cubanas participassem da distribuição de combustível no atacado.