Cuba critica ameaças “perigosas” dos EUA de ação militar contra a ilha

'A ameaça de um ataque militar e a agressão em si são crimes internacionais', disse Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba

Reuters

Cubanos em veículos elétricos carregam bandeiras do país enquanto passam pela Embaixada dos EUA durante manifestação em Havana
02/04/2026
REUTERS/Norlys Perez
Cubanos em veículos elétricos carregam bandeiras do país enquanto passam pela Embaixada dos EUA durante manifestação em Havana 02/04/2026 REUTERS/Norlys Perez

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Autoridades ⁠de Cuba criticaram uma série crescente de declarações ⁠e ameaças dos EUA de ação militar contra a ilha ‌caribenha, classificando-as de perigosas e de crime internacional, juntamente com o bloqueio contínuo de petróleo, que restringiu enormemente os carregamentos de combustível ‌em meio a uma crise energética devastadora

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, caracterizou os EUA como ‘insinuando uma ação militar’ para ‘libertar’ Cuba, dizendo que isso era hipócrita e cínico em uma publicação nas mídias sociais na noite de terça-feira, na qual ele citou décadas ⁠de ‌sanções dos EUA contra o governo da ilha como a causa ⁠principal de seus problemas econômicos e sociais.

‘A ameaça de um ataque militar e a agressão em si são crimes internacionais’, disse Rodríguez.

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse aos repórteres na terça-feira que o status quo em Cuba era inaceitável, acrescentando ​que os EUA iriam resolver o problema, embora não tenha fornecido um cronograma.

As declarações de Rubio foram acompanhadas na terça-feira por ​uma postagem na mídia social mostrando o chefe de missão da embaixada dos EUA em Havana, Mike Hammer, caminhando ao lado de Rubio e do general Frank Donovan, do Comando Sul dos EUA, que supervisiona as operações dos EUA na região do Caribe.

Outra foto ‌postada na terça-feira pelas forças militares dos EUA ​mostrava Rubio apertando as mãos de Donovan em pé diante de um mapa de Cuba.

O governo Trump aumentou consideravelmente a pressão sobre Cuba este ano, interrompendo as ⁠remessas de petróleo da ​Venezuela — há muito tempo ​o principal fornecedor de Cuba — e ameaçando impor sanções a qualquer país que forneça petróleo ⁠a Cuba.

O presidente dos EUA, Donald ​Trump, disse que permitiria que um único navio petroleiro russo entregasse combustível à ilha por ‘razões humanitárias’, embora isso representasse apenas uma fração das necessidades da ​ilha durante quatro meses.

Havana mergulhou novamente em uma rotina de apagões regulares de horas a fio nesta semana, quando ​o petróleo russo ficou ⁠escasso, deixando muitos residentes ansiosos antes de um longo e quente verão caribenho.

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Trump apareceu em ⁠um evento privado no sábado, brincando que os EUA poderiam estacionar um porta-aviões ao largo de Cuba para forçar a rendição da ilha.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, chamou os comentários de ‘uma escalada perigosa e sem precedentes’.

‘Nenhum agressor, por mais forte que seja, será recebido com rendição em Cuba’, disse ​ele.

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