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1 Out (Reuters) – Garry Kasparov, opositor russo e ex-campeão mundial de xadrez, afirmou que os serviços de segurança dos EUA e da Lituânia o alertaram de que sua vida corria perigo, após uma suposta conspiração contra opositores do Kremlin que vivem fora da Rússia.
Autoridades norte-americanas informaram no mês passado que haviam indiciado cinco pessoas por supostas conspirações envolvendo serviços de inteligência russos para assassinar duas figuras da oposição — uma nos EUA e outra na Lituânia —, após pagarem a recrutas para realizar vigilância sobre ambas.
Reportagens não confirmadas da mídia apontaram como possíveis alvos Kasparov, que mora em Nova York; Ilya Ponomaryov, dissidente que reside na Ucrânia, mas viaja regularmente para os EUA; e Ivan Tyutrin, ativista da oposição que mora na Lituânia.
Kasparov, de 63 anos, escreveu em uma postagem no Substack que ele e Tyutrin não foram informados de que eram alvos explícitos.
“Fomos, no entanto, alertados pelos serviços de segurança da Lituânia e dos EUA de que nossas vidas estavam em perigo e que deveríamos tomar precauções”, escreveu ele.
“Mas não vou parar e não vou me esconder… Continuarei a fazer tudo o que puder para mobilizar o mundo livre contra a ditadura assassina de Putin”, acrescentou Kasparov, que foi incluído pela Rússia em suas listas de “agentes estrangeiros” e “terroristas e extremistas”.
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O Kremlin afirmou no mês passado que não via motivo para comentar as alegações dos EUA na ausência do que chamou de evidências e fatos confiáveis. A Rússia já havia negado anteriormente ter conduzido tais conspirações em solo estrangeiro, inclusive nos EUA.
