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A crise econômica em Cuba, que se intensificou no ano passado, cobrou seu preço na indústria do turismo: 2025 fechou com um aqueda anualizada de 17,8% no número de visitantes estrangeiros na ilha. Segundo o Escritório Nacional de Informação e Estatísticas (Onei, na sigla em espanhol), Cuba recebeu 1,810 milhão de turistas no ano passado, ante 2,203 milhões em 2024.
A queda foi generalizada entre os principais mercados emissores: as visitas da comunidade cubana no exterior, na maioria vindas dos Estados Unidos, caíram 22,6% na mesma comparação, para 228 mil. O recuos de visitantes da Alemanha foi de 50,5% (para 33 mil), os da Rússia encolheram 29% (para 131,8 mil) e os do Canadá recuaram 12,4%, para 754 mil. O Canadá continuou a ser o país com mais visitantes em Cuba.
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Apenas 180.944 pessoas viajaram para a ilha em janeiro. O site 14ymedio destaca que só houve dois dezembros piores: 2020 e 2021, quando havia a pandemia de Covid-19.
Sofrendo há décadas com um embargo dos Estados Unidos, Cuba viu nos últimos anos as ajudas financeiras do exterior recuarem bruscamente, primeiro da Rússia, e agora da Venezuela.
São frequentes os apagões de energia que duram dias, motivados pela precária infraestrutura do país, que não recebe recursos para reforma e reconstrução há tempos. A população de cerca de 11 milhões de pessoas também encara um refluxo no envio de dólares.
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