Copa vai unir o mundo, diz presidente da Fifa em meio a tensões geopolíticas

Gianni Infantino discursou em evento de lançamento da logomarca da Copa do Mundo feminina em meio a tensões envolvendo Estados Unidos, sede da edição masculina em 2026

Reuters

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A Copa do Mundo deste ano vai unir o mundo, disse neste domingo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em meio a uma elevada tensão geopolítica global gerada em boa parte por movimentos do presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, que será uma das sedes do evento em meados do ano.

Os EUA sediarão o Mundial de futebol entre junho e julho em conjunto com México e Canadá, dois países que foram alvos de ameaças recentes feitas por Trump.

Durante evento no Rio de Janeiro para lançamento da logomarca da Copa do Mundo feminina, que será realizada no ano que vem no Brasil, Infantino não citou a escalada nas tensões geopolíticas globais ou Trump, mas afirmou que o mundo precisa de união.

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“Vai ser um Mundial espetacular. O maior Mundial da história. Vamos unir o mundo. O mundo necessita de união, de alegria”, disse Infantino.

Nas últimas semanas, Trump ameaçou usar a força para anexar a Groenlândia, uma ilha pertencente à Dinamarca, integrante da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Posteriormente, ele descartou o uso da força mas insistiu no controle da ilha localizada no Ártico pelos EUA.

O presidente norte-americano já havia defendido a anexação do Canadá aos EUA e ameaçado realizar ações militares no México para combater cartéis de tráfico de drogas.

As declarações de Infantino também acontecem em um momento em que ocorrem protestos nas ruas de várias cidades dos Estados Unidos após um segundo episódio em que membros da agência federal de imigração dos EUA, a ICE, mataram a tiros um cidadão norte-americano na cidade de Minneápolis.

O presidente da Fifa participou ainda na orla de Copacabana de iniciativas para divulgar a Copa Feminina de 2027 e deve ir a Brasília na segunda-feira para um possível encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O evento de lançamento do logo da Copa feminina contou ainda com a participação de dirigentes, atletas e ex-jogadores, a maioria ligada ao futebol masculino. O técnico da seleção masculina, Carlo Ancelotti, também marcou presença no evento em Copacabana.

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O ex-atacante Ronaldo, campeão do mundo com a seleção masculina em 1994 e 2002, disse não acreditar que as questões geopolíticas globais possam prejudicar ou impactar o Mundial deste ano.

“Acho que será um ambiente pacífico. Copa do Mundo as pessoas vão para celebrar e curtir, é uma experiência incrível”, disse.