Controladora do Tiktok nega investimento em criptomoeda de Trump após acusações

Democrata Brad Sherman diz que empresa chinesa pagou US$ 300 mi por memecoin; TikTok rebate e fala em “alegação falsa e irresponsável”

Marina Verenicz

Ilustração do app do TikTok - 
22/08/2022 (Ilustração:
REUTERS/Dado Ruvic)
Ilustração do app do TikTok - 22/08/2022 (Ilustração: REUTERS/Dado Ruvic)

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A ByteDance, controladora do TikTok, negou nesta sexta-feira (20) que tenha investido US$ 300 milhões em uma criptomoeda meme ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A acusação foi feita pelo deputado democrata Brad Sherman, que sugeriu uma relação entre o suposto investimento e a decisão do republicano de adiar por 90 dias a entrada em vigor da lei que proíbe o TikTok nos EUA.

Em publicação no X (antigo Twitter), Sherman insinuou que Trump teria recebido o equivalente a “US$ 300 milhões em propina”, já que lucra com o uso de sua imagem no projeto da memecoin. Segundo ele, a extensão do prazo para o banimento do TikTok seria um gesto de troca.

TikTok nega relação com criptomoeda e chama acusação de “falsa”

A empresa chinesa reagiu com veemência. Em resposta pública à postagem de Sherman, o TikTok afirmou que a acusação era “claramente falsa e irresponsável”, ressaltando que não há qualquer relação entre os controladores da plataforma e a criptomoeda mencionada.

A companhia ainda lembrou que o próprio deputado havia assinado uma carta ao presidente dos EUA no mês anterior solicitando esclarecimentos sobre vínculos com empresas chinesas — mas o documento não fazia qualquer menção a criptomoedas.

Origem da confusão: empresa com sede na China investiu em memecoin

Em maio, uma empresa chamada GD Culture Group, com filial na China, anunciou um investimento de US$ 300 milhões em ativos digitais, incluindo a memecoin associada a Trump e também em bitcoins. No entanto, não há qualquer ligação comprovada entre a GD Culture e a ByteDance.

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A confusão ocorre em meio ao aumento das críticas à aproximação de Trump com o mercado de criptomoedas, que vem ganhando força política. Há temores entre democratas sobre potenciais conflitos de interesse e a possibilidade de influência de corporações estrangeiras em decisões estratégicas da presidência norte-americana.