Conselho de Segurança da ONU aprova plano de Trump para Gaza

A medida autoriza a implantação da segunda fase do plano de 20 pontos dos EUA, que inclui a criação de uma força internacional para desmilitarizar o território e desarmar o Hamas

Gabriel Garcia

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O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta segunda-feira (17) o plano de paz do presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza, que inclui o envio de tropas internacionais.

A resolução foi apoiada por 13 países do Conselho, sem nenhum voto contra a proposta. Rússia e China abstiveram-se da votação.

A medida autoriza a implantação da segunda fase do plano de 20 pontos dos EUA, que inclui a criação de uma força internacional para desmilitarizar o território e desarmar o Hamas. A resolução da ONU é vista como vital para legitimar um órgão de governança de transição e tranquilizar os países que estão considerando enviar tropas para Gaza.

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O que diz a resolução aprovada na ONU

O texto da resolução diz que os Estados-membros podem participar do Conselho de Paz liderado por Trump, previsto como uma autoridade de transição que supervisionaria a reconstrução e a recuperação econômica de Gaza. Também autoriza a força de estabilização internacional, que garantiria um processo de desmilitarização de Gaza, incluindo a desativação de armas e a destruição da infraestrutura militar.

Mike Waltz, embaixador dos EUA na ONU, disse que a resolução, que inclui o plano de 20 pontos de Trump como um anexo, “traça um possível caminho para a autodeterminação palestina… onde os foguetes darão lugar a ramos de oliveira e há uma chance de chegar a um acordo sobre um horizonte político”.

“Ele desmantela o controle do Hamas e garante que Gaza se erga livre da sombra do terror, próspera e segura”, disse Waltz ao conselho antes da votação.

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O que dizem os palestinos

O Hamas, em uma declaração, reiterou que não se desarmará e argumentou que sua luta contra Israel é uma resistência legítima, potencialmente colocando o grupo militante contra a força internacional autorizada pela resolução.

“A resolução impõe um mecanismo de tutela internacional sobre a Faixa de Gaza, que nosso povo e suas facções rejeitam”, disse o Hamas em sua declaração, emitida após a adoção da resolução.

A Autoridade Palestina emitiu uma declaração saudando a resolução e disse que está pronta para participar de sua implementação. Diplomatas disseram que o endosso da resolução pela autoridade na semana passada foi fundamental para evitar um veto russo.

A posição de Israel

A resolução se mostrou controversa em Israel porque faz referência a uma possibilidade futura de um Estado para os palestinos.

O texto da resolução diz que ‘as condições podem finalmente estar em vigor para um caminho crível para a autodeterminação palestina e a formação de um Estado’ quando a Autoridade Palestina tiver realizado um programa de reforma e a reconstrução de Gaza tiver avançado.

‘Os Estados Unidos estabelecerão um diálogo entre Israel e os palestinos para chegar a um acordo sobre um horizonte político para uma coexistência pacífica e próspera’, diz o documento.

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sob pressão dos membros de direita de seu governo, disse no domingo que Israel continuava a se opor a um Estado palestino e se comprometia a desmilitarizar Gaza ‘da maneira mais fácil ou mais difícil’.