Conselho da Paz diz que plano de Trump para Gaza “continua em pleno vigor”

Netanyahu reafirmou no domingo rejeição ao plano, exigindo que Hamas seja "verdadeiramente desarmado" antes de qualquer retirada

Palestinos inspecionam os danos no local de um ataque israelense na quarta-feira, na Cidade de Gaza, em 28 de maio de 2026. REUTERS/Dawoud Abu Alkas
Palestinos inspecionam os danos no local de um ataque israelense na quarta-feira, na Cidade de Gaza, em 28 de maio de 2026. REUTERS/Dawoud Abu Alkas

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O plano do presidente ⁠dos Estados Unidos, Donald Trump, para Gaza ‌ainda está em vigor e as discussões com Israel continuam, afirmou nesta segunda-feira uma autoridade do ‌Conselho da Paz, após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitar a retirada de suas tropas até que o grupo militante palestino Hamas seja “verdadeiramente desarmado”.

Netanyahu reafirmou no domingo sua rejeição ao ⁠plano ‌para Gaza em declarações televisionadas dirigidas ⁠ao seu governo de direita. A medida ocorre mesmo com as Forças de Defesa de Israel tendo efetivamente suspendido os ataques no território sob pressão dos EUA.

“O plano ​continua em pleno vigor e avançando”, disse a autoridade à Reuters.

“O processo se baseia na ​implementação e na verificação no local. As discussões com Israel continuam, e a estrutura foi concebida de forma que cada etapa só avance depois que os compromissos exigidos ‌forem cumpridos”, disse a autoridade.

Trump ​anunciou no mês passado que havia ocorrido um avanço em seu plano para pôr fim à guerra, com o ⁠qual tanto ​Israel quanto ​o Hamas concordaram: as forças israelenses devem se retirar, à medida ⁠que o Hamas se ​desarme, e uma Força Internacional de Estabilização deve trabalhar com uma nova força policial palestina para ​garantir a segurança do enclave.

Complicações surgiram, com questionamentos sobre o cronograma do plano.

“O ​roteiro está ⁠entre o Conselho de Paz e o Hamas, e as ⁠discussões com Israel continuam. Não está sendo pedido a Israel que confie cegamente ou que tome medidas irreversíveis antes que passos verificáveis sejam dados no terreno”, disse a autoridade.