Como são os navios de guerra dos EUA mandados para a Venezuela e Caribe

Governo Trump intensifica ofensiva contra regime venezuelano e envia navios com sistemas Aegis para região próxima à costa da Venezuela

Marina Verenicz

Foto preto e branca de navio disparando um raio branco
Câmera infravermelha capta imagem do destróier USS Preble disparando seu laser contra um drone em teste - Marinha dos EUA/Divulgação
Foto preto e branca de navio disparando um raio branco Câmera infravermelha capta imagem do destróier USS Preble disparando seu laser contra um drone em teste - Marinha dos EUA/Divulgação

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Os Estados Unidos intensificaram sua ofensiva contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela. Três destróieres da Marinha americana foram deslocados para o sul do Caribe, próximos ao litoral venezuelano, em uma operação que mobiliza mais de 4 mil militares e representa um novo estágio de tensão entre Washington e Caracas.

A movimentação naval ocorre na mesma semana em que a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que os EUA usarão “toda a força” contra o governo chavista.

Paralelamente, o Departamento de Justiça anunciou uma recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro — valor superior ao oferecido por Osama Bin Laden após os atentados de 11 de setembro.

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USS Gravely Imagem: Reprodução/Facebook

Navios com poder ofensivo de longo alcance

Os destróieres enviados — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — pertencem à classe Arleigh Burke e são equipados com o sistema de combate Aegis, capaz de monitorar e controlar mais de 100 alvos simultaneamente em um raio de 190 km. Os navios podem disparar mísseis Tomahawk de longo alcance, realizar ataques aéreos, navais e terrestres, além de operar helicópteros MH-60 Seahawk e drones.

Entre os diferenciais da frota está a capacidade de defesa contra armas químicas, biológicas e nucleares, com sistemas de filtragem de ar, compartimentos pressurizados e proteção contra pulsos eletromagnéticos.

A localização exata dos navios não foi divulgada, mas a movimentação teria sido iniciada na segunda-feira (18) e deve durar ao menos 36 horas.

Navio USS Gravely da Marinha dos EUA. Foto: reprodução

Narcotráfico como justificativa para ação militar

De acordo com agências como Reuters e Associated Press, a justificativa oficial dos EUA é o combate a organizações de tráfico de drogas, que atuam na rota entre a América do Sul e o território americano.

O governo Trump classificou esses grupos como organizações terroristas e mantém Maduro formalmente acusado de narcoterrorismo desde 2020, quando ele ainda estava no primeiro mandato.

A procuradora-geral americana, Pam Bondi, afirmou recentemente que Maduro é um dos “maiores narcotraficantes do mundo” e representa uma ameaça direta à segurança dos EUA.

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Venezuela responde com milícias

Em resposta à escalada americana, Maduro anunciou a ativação de um plano especial de defesa com a mobilização de 4,5 milhões de milicianos, integrantes da força criada por Hugo Chávez para atuar como apoio às Forças Armadas na “defesa da nação”.

O líder venezuelano reforçou que o país está preparado para reagir a qualquer ameaça externa.

A movimentação militar dos EUA ocorre em meio ao endurecimento do discurso de Donald Trump contra governos aliados de regimes autoritários e de esquerda na América Latina.

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Nas últimas semanas, a Casa Branca também impôs tarifas comerciais ao Brasil e sanções contra autoridades brasileiras, ampliando a tensão diplomática no continente.