Comitê do Prêmio Nobel da Paz condena prisão “brutal” da iraniana Narges Mohammadi

Ativista iraniana, premiada em 2023 por sua luta pelos direitos das mulheres, foi detida após chegada da vencedora do Nobel de 2025, Maria Corina Machado, à Noruega

Reuters

Um espaço vazio para indicar ausêncua da vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, na cerimônia de premiação
10 de dezembro de 2023
NTB/Javad Parsa via REUTERS
Um espaço vazio para indicar ausêncua da vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, na cerimônia de premiação 10 de dezembro de 2023 NTB/Javad Parsa via REUTERS

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A ativista iraniana de direitos humanos e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, foi presa de forma “brutal” no Irã e deve ser libertada imediatamente, disse nesta sexta-feira o Comitê Norueguês do Nobel, que concede o prêmio.

Mohammadi já cumpriu uma série de sentenças por acusações que incluíam a divulgação de propaganda contra a República Islâmica. No fim do ano passado, foi libertada da prisão Evin, em Teerã, após a suspensão de sua pena para tratamento médico.

Mohammadi recebeu o prêmio em 2023, após campanha de três décadas pelos direitos das mulheres e pela abolição da pena de morte no Irã.

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“O Comitê Norueguês do Nobel pede às autoridades iranianas que esclareçam imediatamente o paradeiro de Mohammadi, garantam sua segurança e integridade e a libertem sem condições”, disse o órgão de premiação em um comunicado.

A prisão ocorre um dia após a chegada à Noruega da vencedora do Prêmio Nobel da Paz deste ano, a venezuelana Maria Corina Machado.

“Dada a estreita colaboração entre os regimes do Irã e da Venezuela, o Comitê Norueguês do Nobel observa que a Sra. Mohammadi foi presa no momento em que o Prêmio Nobel da Paz foi concedido à líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado”, disse o comitê.