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Com a contagem de votos ainda em ritmo lento no Peru e com a indefinição sobre o candidato que enfrentará Keiko Fujimori em junho no segundo turno das eleições presidenciais, o conservador Rafael López Aliaga continua a fazer acusações contra o processo eleitoral, que ele considera fraudulento. Ontem, o candidato pela Renovação popular foi às redes sociais e ofereceu uma recompensa 20 mil soles peruanos (cerca de R$ 29 mil) para quem apresentar provas da suposta fraude.
“O Peru merece escolhas transparentes. Se você é trabalhador da ONPE, JNE [órgãos oficiais da eleição peruana], ou empresa vinculada ao processo eleitoral e tem informações verdadeiras e comprováveis sobre possíveis irregularidades, fraude ou sabotagem: Ofereço uma recompensa de S/. Vinte mil.”, diz a mensagem.
Em paralelo, seu partido apresentou pedidos de nulidade de votos e marcou uma marcha pela democracia para o próximo domingo (19).
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O candidato presidencial Roberto Sánchez (Juntos Pelo Peru), que está no segundo lugar na apuração de votos, criticou publicamente a ações de López Aliaga e o acusou de promover um clima de instabilidade, segundo jornal El Comercio. “Eles se dedicam a atos que vão contra um espírito democrático saudável e contra a responsabilidade de não acrescentar caos. Chamar à insurgência é um despropósito. E falta pouco para dizer: ‘Invente alguma coisa por aí e eu lhes dou dinheiro’”, afirmou em coletiva de imprensa.
Na última atualização do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), com 93,23% das atas apuradas, a diferença entre os dois candidatos está em pouco mais de 8 mil votos. Sánchez, herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, tinha até o início da manhã 1.884.660 votos, o equivalente a 11,98% dos votos válidos. Aliaga estava logo atrás, com 1.876.043 votos (11,92%).
Keiko Fujimori, já garantida no primeiro lugar e no segundo turno da eleição, tem 17% dos votos.