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O terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o extremo leste da Rússia, nesta quarta-feira (30), com impactos por todo o Pacífico, tem relação com um fenômeno que ocorre há milhares de anos: o Círculo de Fogo do Pacífico.
Esse é o nome de uma região com formato de ferradura que possui intensa atividade sísmica e vulcânica nos dois lados do Oceano Pacífico. A Península de Kamchatka, onde ocorreu um dos maiores tremores da história, fica nessa área.
Para se ter uma ideia, 90% de todos os terremotos da Terra estão relacionados a essa região.
O Círculo de Fogo se estende por 40 mil quilômetros, abrangendo desde o extremo sul da América do Sul, passando pela costa oeste da América do Norte, Estreito de Bering, Japão e encerrando na Nova Zelândia. Dessa forma, são afetados diversos países das Américas, Ásia e Oceania, como Chile, México, Japão e Nova Zelândia.
Como o Círculo de Fogo provoca terremotos?
O principal motivo para que a área tenha tantos abalos sísmicos é o movimento das placas tectônicas exatamente nessa região da “ferradura”. Entre os blocos da camada externa da Terra que movimentam a região do Círculo de Fogo, está a placa do Pacífico e a norte-americana.

As duas deslizam entre si, fazendo a do Pacífico mergulhar sob a outra — um movimento conhecido como subducção. Isso resulta em diversos riscos de tsunamis, terremotos, além do surgimento de vulcões.
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Qualquer alteração geológica no núcleo da Terra pode provocar sérios desastres à população da região. É estimado que mais de 450 milhões de pessoas morem na área do Círculo de Fogo.
Impactos do terremoto se espalharam
Como mostrado nesta matéria do InfoMoney, o tremor desta quarta foi o mais forte desde o de magnitude 9,0 registrado no Japão em 2011, que provocou o desastre nuclear de Fukushima.
O epicentro foi localizado a 119 km de Petropavlovsk-Kamchatsky, cidade russa de 180 mil habitantes, a uma profundidade de pouco mais de 20 km, segundo o Serviço Geológico dos EUA. Ondas de 3 a 4 metros atingiram portos próximos, arrastando embarcações e alagando áreas costeiras.
O impacto se espalhou por todo o Pacífico, com consequências no Japão, Havaí, Califórnia, Oregon e Washington. Ainda, países como México, Filipinas, Nova Zelândia, Fiji, Tonga e Samoa emitiram alertas para que a população evite praias, marinas e áreas costeiras, devido ao risco de correntes fortes e variações repentinas no nível do mar.
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