China se opõe a qualquer país que use liberdade de navegação para minar sua soberania

Pequim afirmou rejeitar tentativas de violar sua soberania sob o pretexto de liberdade de navegação, após a fragata HMCS Charlottetown cruzar a hidrovia na semana passada

Reuters

Ilustração mostra as bandeiras da China e de Taiwan 11 de abril de 2023 REUTERS/Dado Ruvic
Ilustração mostra as bandeiras da China e de Taiwan 11 de abril de 2023 REUTERS/Dado Ruvic

Publicidade

PEQUIM, 29 Mai (Reuters) – ⁠A China disse na ⁠sexta-feira que se opõe firmemente a ‌qualquer tentativa de qualquer país de minar sua soberania e segurança ‘sob o ‌pretexto de liberdade de navegação’, em resposta à passagem de um navio de guerra canadense pelo Estreito de Taiwan.

A mídia canadense informou que ⁠a ‌fragata HMCS Charlottetown fez a ⁠passagem na semana passada sem ser acompanhada por nenhum navio de países aliados.

A China reivindica a soberania sobre Taiwan, que é governada democraticamente, ​e sobre o estratégico Estreito de Taiwan, apesar da rejeição de ​Taipé a essas reivindicações.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Mao Ning acrescentou que a China respeita os direitos de ‌navegação de todos os ​países de acordo com a lei internacional.

‘O Estreito de Taiwan é uma hidrovia internacional e ⁠todos ​os países ​têm o direito de liberdade de navegação’, disse o ⁠Ministério da Defesa ​de Taiwan à Reuters.

O ministério afirmou que ‘monitora de perto os acontecimentos relevantes ​por meio de mecanismos conjuntos de inteligência, vigilância e reconhecimento, mas ​não divulga ⁠proativamente os movimentos de embarcações militares de nações ⁠aliadas’.

Continua depois da publicidade

O Departamento de Defesa Nacional do Canadá não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

(Reportagem de Joe Cash; reportagem adicional de Ben Blanchard em ​Taipé)

Tópicos relacionados