China promete ‘contramedidas’ após venda de R$ 11 bi em armas dos EUA para Taiwan

Os Estados Unidos são obrigados por lei a fornecer a Taiwan os meios para se defender, apesar da falta de laços diplomáticos formais

Reuters

Bandeiras da China e de Taiwan em foto de ilustração
11/04/2023 (Foto: Dado Ruvic/Reuters)
Bandeiras da China e de Taiwan em foto de ilustração 11/04/2023 (Foto: Dado Ruvic/Reuters)

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A China tomará “contramedidas” para defender sua soberania e a integridade territorial, disse o governo chinês, criticando um pacote de venda de armas de US$ 2 bilhões dos Estados Unidos para Taiwan.

Os Estados Unidos são obrigados por lei a fornecer a Taiwan os meios para se defender, apesar da falta de laços diplomáticos formais entre os dois e da ira de Pequim em relação a isso, já que o país reivindica a soberania da ilha.

Na sexta-feira (25), o Pentágono disse que os Estados Unidos aprovaram um pacote de venda de armas que pode chegar a um valor de US$ 2 bilhões para Taiwan, incluindo a entrega pela primeira vez de um sistema avançado de mísseis de defesa aérea testado em combate na Ucrânia.

Em uma declaração no final do sábado (26), o Ministério das Relações Exteriores da China disse que condena veementemente e se opõe firmemente à venda e apresentou “representações solenes” aos Estados Unidos.

A China pede que os Estados Unidos parem imediatamente de armar Taiwan e interrompam movimentos perigosos que prejudicam a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan, acrescentou.

“A China tomará contramedidas resolutas e tomará todas as medidas necessárias para defender firmemente a soberania nacional, a segurança e a integridade territorial”, disse o ministério, sem entrar em detalhes.