China precisa se engajar mais na discussão sobre Ormuz, diz chefe da marinha francesa

Almirante Nicolas Vaujour afirma que diálogo político entre Pequim e Teerã é insuficiente para normalizar tráfego marítimo e defende maior envolvimento militar chinês no conflito

Reuters

O Estreito de Ormuz (Wikimedia Commons)
O Estreito de Ormuz (Wikimedia Commons)

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PARIS, 1 ⁠Abr (Reuters) – A China ⁠terá que se envolver ‌mais diretamente na restauração dos fluxos de tráfego ‌no Estreito de Ormuz em algum momento, pois o número de embarcações que passam ⁠por ele ‌é provavelmente ⁠insuficiente, disse o chefe da marinha francesa nesta quarta-feira.

‘Não vimos a marinha da China intervir ​para reabrir o estreito. Por outro lado, há ​um diálogo político direto entre as autoridades chinesas e iranianas para garantir que ‌um determinado número ​de embarcações possa passar. Isso será suficiente para restaurar os ⁠fluxos ​normais ​de tráfego? Acredito que não’, disse ⁠o almirante ​Nicolas Vaujour na conferência de segurança Guerra e ​Paz, em Paris.

‘Como resultado, a China provavelmente ​terá que ⁠se envolver mais diretamente no ⁠debate e mostrar sua impaciência com o fato de o estreito continuar fechado.’

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(Reportagem de John ​Irish)