China diz que acordos firmados em visita de Trump são “preliminares”

Trump deixou Pequim na sexta-feira, depois de dois dias de conversas com o presidente Xi Jinping

Reuters

O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitam o Templo do Céu, em Pequim, em 14 de maio de 2026. BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS
O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitam o Templo do Céu, em Pequim, em 14 de maio de 2026. BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS

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PEQUIM, 16 ⁠Mai (Reuters) – O Ministério do Comércio ⁠da China descreveu neste sábado como ‘preliminares’ os ‌acordos tarifários, agrícolas e aeronáuticos firmados durante a visita do presidente dos Estados Unidos, ‌Donald Trump, nesta semana.

Trump deixou Pequim na sexta-feira, depois de dois dias de conversas com o presidente Xi Jinping, que se caracterizaram pela pompa e pela retórica calorosa, mas ⁠com ‌detalhes limitados sobre resultados concretos em ⁠termos de comércio e investimento.

Em uma declaração em seu site, o ministério disse que os dois lados concordaram em estabelecer um conselho de investimentos e um conselho ​de comércio para negociar reduções tarifárias recíprocas e específicas de produtos, bem como cortes ​mais amplos em produtos não especificados, incluindo produtos agrícolas.

Também com relação à agricultura, Pequim disse que os dois lados trabalhariam para resolver barreiras não tarifárias e questões ‌de acesso ao mercado.

‘O lado ​norte-americano promoverá ativamente a resolução das preocupações de longa data da China com relação à detenção automática de ⁠produtos lácteos ​e aquáticos, ​às exportações de bonsai em meios de cultivo para os ⁠Estados Unidos e ao ​reconhecimento da província de Shandong como uma área livre de gripe aviária’, disse o ministério.

‘O lado ​chinês também promoverá ativamente a resolução das preocupações dos EUA em relação ​ao registro de ⁠instalações de carne bovina e às exportações de carne ⁠de aves de alguns estados dos EUA para a China’, acrescentou.

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O ministério não identificou as empresas nem forneceu detalhes sobre volumes, valores ou cronogramas.