China busca controle mais rígido de exportações de IA em meio à rivalidade com EUA

Propostas abrangem ‌a implantação no exterior de modelos de IA que contenham tecnologia restrita

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PEQUIM, 16 Out (Reuters) – A China ⁠propôs, nesta sexta-feira, controles de exportação para 23 tecnologias de ⁠inteligência artificial, incluindo aquelas que envolvem modelos, agentes e clusters de computação — ‌sua mais recente medida para limitar a transferência de ferramentas que considera vitais para a segurança nacional e a competição geopolítica com os Estados Unidos.

As propostas abrangem ‌a implantação no exterior de modelos de IA que contenham tecnologia restrita, mas excluem o acesso por meio de interfaces de programação de aplicativos (APIs), sites, aplicativos e plataformas de software como serviço, informou o Ministério do Comércio da China.

Essa distinção poderia permitir que desenvolvedores chineses de IA, como a DeepSeek e o Alibaba, continuem se expandindo internacionalmente, ao ⁠mesmo ‌tempo em que dá a Pequim maior controle sobre as transferências de tecnologia sensível ⁠de IA para o exterior.

Os modelos chineses de IA ganharam espaço no exterior graças aos preços mais baixos e ao aprimoramento de suas capacidades desde que o modelo R1 da DeepSeek surgiu no início do ano passado, aumentando os riscos para Pequim ao decidir o nível de rigor com que deve proteger ​o setor.

A Reuters informou em julho que as autoridades chinesas haviam discutido com grandes empresas de tecnologia, incluindo Alibaba, ByteDance e Z.AI, a possibilidade de restringir ​o acesso internacional aos modelos de IA mais avançados da China, inclusive aqueles ainda não lançados.

As capacidades de modelos de ponta, como o Mythos, da Anthropic, destacaram o potencial da IA para potencializar ataques cibernéticos, o que preocupa Pequim e leva as empresas chinesas a buscar o desenvolvimento de suas próprias versões.

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Os controles de exportação ‌de Washington sobre o acesso da China aos chips norte-americanos ​de IA de ponta, necessários para treinar modelos de vanguarda, têm ajudado até agora a manter as empresas norte-americanas Anthropic e OpenAI na liderança, embora os rivais chineses estejam encontrando soluções alternativas para diminuir ⁠a diferença.

Enquanto ambos os países ​se esforçam para liderar ​em IA, alguns esforços bilaterais estão em andamento para lidar com os riscos existenciais representados pela tecnologia. As ⁠duas potências concordaram em manter os seres humanos ​no controle das decisões sobre armas nucleares e, no mês passado, estabeleceram um diálogo e um canal de comunicação para incidentes relacionados à IA avançada.

O Ministério do Comércio da China informou, ​nesta sexta-feira, que as medidas de controle visam, em parte, impedir o uso indevido de tecnologias de IA, incluindo sistemas capazes de gerar ​e modificar autonomamente softwares maliciosos ⁠que poderiam ameaçar infraestruturas críticas e a segurança nacional.

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Segundo o ministério, a maioria das tecnologias de IA continuará a ⁠ser livremente exportável, com licenciamento simplificado para exportações de tecnologia de código aberto e para empresas chinesas que operam seus próprios centros de computação no exterior. A tecnologia já de domínio público por meio de lançamentos de código aberto ou artigos acadêmicos ficaria fora dos controles propostos.