Chefe de Gabinete de Milei renuncia após escândalo por enriquecimento ilícito

Manuel Adorni deixou o cargo após a Justiça analisar patrimônio omitido e movimentações financeiras incompatíveis, justificando a saída por "ataques midiáticos"

Estadão Conteúdo

O presidente da Argentina, Javier Milei, e o porta-voz presidencial e candidato legislativo na cidade de Buenos Aires, Manuel Adorni, acenam e se abraçam no palco da sede do partido La Libertad Avanza no dia das eleições legislativas da cidade de Buenos Aires, Argentina, 18 de maio de 2025. REUTERS/Tomas Cuesta
O presidente da Argentina, Javier Milei, e o porta-voz presidencial e candidato legislativo na cidade de Buenos Aires, Manuel Adorni, acenam e se abraçam no palco da sede do partido La Libertad Avanza no dia das eleições legislativas da cidade de Buenos Aires, Argentina, 18 de maio de 2025. REUTERS/Tomas Cuesta

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O chefe de Gabinete da presidência da Argentina, Manuel Adorni, deixou o cargo neste sábado, 27, após meses de investigação judicial por suposto enriquecimento ilícito.

Em carta publicada nas redes sociais e dirigida ao presidente argentino, Javier Milei, Adorni afirmou que vem sofrendo com “ataques midiáticos intermináveis” e negou irregularidades. A renúncia já havia sido anunciada na semana passada.

A Justiça federal analisou viagens ao exterior, aquisições imobiliárias e reformas em imóveis em nome de Adorni para verificar se havia compatibilidade com a renda declarada. O ex-ministro ficou mais exposto após reconhecer que omitiu cerca de US$ 500 mil em suas declarações juradas. Segundo ele, o valor teria origem em investimento em bitcoin: Adorni afirmou ter aplicado US$ 200 mil e obtido outros US$ 300 mil de ganhos entre 2014 e 2018.

O governo ainda não anunciou substituto. A imprensa argentina cita o ministro do Interior, Diego Santilli, como um possível nome para o cargo.