Chefe das forças dos EUA na América Latina deixa cargo em meio a tensão com Venezuela

O almirante Alvin Holsey está deixando o cargo com menos de um ano de mandato, no momento em que o Pentágono intensifica ataques contra embarcações no Mar do Caribe

Reuters

Almirante da Marinha dos EUA Alvin Holsey durante evento em Buenos Aires, Argentina, 20 de agosto de 2025. REUTERS/Martin Cossarini
Almirante da Marinha dos EUA Alvin Holsey durante evento em Buenos Aires, Argentina, 20 de agosto de 2025. REUTERS/Martin Cossarini

Publicidade

O almirante norte-americano que lidera as forças militares dos EUA na América Latina deixará o cargo no final deste ano, anunciou o secretário de Defesa, Pete Hegseth, nesta quinta-feira, em um movimento surpreendente que ocorre em meio à escalada das tensões com a Venezuela.

Alvin Holsey assumiu o Comando Sul das Forças Armadas dos EUA apenas no final do ano passado, em um cargo que normalmente seus ocupantes ficam três anos. Uma fonte disse à Reuters que houve tensão entre ele e Hegseth e perguntas sobre se ele seria demitido nos dias que antecederam o anúncio.

Hegseth, em sua postagem na mídia social, não revelou o motivo da saída de Holsey, que é um dos dois únicos oficiais negros de quatro estrelas que lideram um comando de combate dos EUA.

Continua depois da publicidade

No X, Holsey disse que se aposentará em 12 de dezembro, mas não informou o motivo.

“Foi uma honra servir nossa nação, o povo norte-americano e apoiar e defender a Constituição por mais de 37 anos”, disse ele.

A saída de Holsey tem como pano de fundo um reforço militar dos EUA no Caribe que inclui destróieres de mísseis guiados, caças F-35 e cerca de 6.500 soldados, à medida que o presidente norte-americano, Donald Trump, aumenta o impasse com o governo venezuelano.