Chanceler de Cuba denuncia interferências eletromagnéticas dos EUA na Venezuela

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nas redes sociais para que considerem o espaço aéreo venezuelano como "fechado"

Victória Anhesini

Helicóptero da Marinha dos Estados Unidos lança iscas de calor em exercício de combate no mar do Caribe em 22 de setembro de 2025. — Foto: Andrew Eggert/Marinha dos Estados Unidos
Helicóptero da Marinha dos Estados Unidos lança iscas de calor em exercício de combate no mar do Caribe em 22 de setembro de 2025. — Foto: Andrew Eggert/Marinha dos Estados Unidos

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O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou neste sábado (29) que o espaço aéreo do Caribe, especificamente o da Venezuela, está sofrendo interferências eletromagnéticas atribuídas aos Estados Unidos.

Segundo Rodríguez, a ação faria parte de uma “escalada de agressão militar e guerra psicológica” contra o território venezuelano, para desestabilizar o governo de Nicolás Maduro. O chanceler postou sobre a situação no X (ex-Twitter).

Durante o ano, os EUA começaram a intensificar sua presença militar no Caribe e no Pacífico, sob o argumento de combater o narcotráfico. Mais recentemente, o exército americano realizou diversas operações contra embarcações que, segundo o governo norte-americano, transportavam drogas pela região.

Washington acusa integrantes do alto escalão venezuelano, incluindo o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de uma conexão com o Cartel de los Soles, grupo que os EUA classificam como organização terrorista. O governo venezuelano nega as acusações e contesta a própria existência do cartel.

Ainda neste sábado, o presidente americano Donald Trump alertou as companhias aéreas internacionais em suas redes sociais sobre o espaço aéreo da Venezuela, que estaria “fechado”. O alerta levou diversas empresas a suspender voos para o país, alegando riscos de segurança.

O governo venezuelano exigiu a retomada das operações em até 48 horas, mas, sem sucesso, revogou as licenças de seis companhias, entre elas Gol e Latam, em resposta às restrições impostas.

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