Brasil, Índia e outros não assinam documento final de cúpula pela paz na Ucrânia

Documento buscava reiterar a integridade territorial do país e foi assinado pela maior parte dos 90 países que estavam na Suíça

Equipe InfoMoney

Militar separa projéteis e armas de minas não detonadas, na cidade de Zolochiv, região de Kharkiv, na Ucrânia (Foto: 
Gleb Garanich/Reuters)
Militar separa projéteis e armas de minas não detonadas, na cidade de Zolochiv, região de Kharkiv, na Ucrânia (Foto: Gleb Garanich/Reuters)

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O Brasil, juntamente com Índia, Arábia Saudita, México, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Tailândia, Armênia, Barhein, Colômbia, Indonésia, Jordânia e Líbia, estão entre os países que não assinaram a declaração final da cúpula pela paz na Ucrânia neste domingo (16). As informações são do jornal The Guardian. O encontro ocorreu em Lucerna, na Suíça, e buscou debater sobre a guerra entre ucranianos e russos.

O Brasil participou do encontro apenas como nação observadora, já os demais países foram representados por ministros de relações exteriores ou políticos de mesmo nível.

O documento buscava reiterar a integridade territorial da Ucrânia e foi assinado pela maior parte dos 90 países que fizeram parte do encontro.

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Viola Amherd, presidente da Confederação Suíça, disse que o fato de a grande maioria dos participantes ter concordado com o documento final “mostra o que a diplomacia pode alcançar”.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, também ressaltou a importância do evento, mas destacou que a paz não será alcançada em um único passo.

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“Não foi uma negociação de paz, porque Putin [presidente da Rússia] não leva a sério o fim da guerra. Ele insiste em ceder território ucraniano – mesmo território que hoje não é ocupado por ele”, disse. “Ele insiste em desarmar a Ucrânia, deixando-a vulnerável a futuras agressões. Nenhum país jamais aceitaria esses termos ultrajantes”, completou Leyen.

Já o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, saudou os “primeiros passos em direção à paz” na reunião e disse que o comunicado conjunto permanece “aberto à adesão de todos os que respeitam a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU)”.