Publicidade
Um júri de Chicago, nos EUA, condenou a Boeing ao pagamento de US$ 29 milhões (R$ 150 milhões) em indenização à família de Michael Ryan, engenheiro irlandês do Programa Mundial de Alimentos da ONU morto na queda do voo 302 da Ethiopian Airlines, na Etiópia, em 2019.
O acidente com o Boeing 737 MAX matou todas as 157 pessoas a bordo.
A ação civil foi movida por Naoise Connolly Ryan, viúva da vítima. Ryan, de 39 anos, trabalhou na crise do Ebola na Libéria, com refugiados rohingyas e em missões no Afeganistão, Sri Lanka, Nepal e Etiópia.
O caso é um dos últimos processos civis pendentes contra a Boeing relacionados às duas quedas fatais do 737 MAX.
A maioria das ações foi resolvida em acordos extrajudiciais com termos sigilosos, mas o advogado de Naoise, Steven Marks, disse que sua cliente estava “comprometida em buscar responsabilização e justiça perante um júri, e não em aceitar dinheiro diretamente da Boeing”.
Em maio, outro júri em Chicago já havia condenado a fabricante a pagar US$ 49,5 milhões à família de Samya Stumo, americana de 24 anos morta no mesmo voo.
A Boeing pediu desculpas pelos acidentes e reconheceu que um software esteve envolvido nas duas tragédias.
A empresa não comentou a decisão mais recente.