Boeing é condenada a pagar US$ 29 mi à família de vítima de acidente com 737 MAX

Caso é um dos últimos processos civis pendentes contra a fabricante após duas quedas fatais que mataram 346 pessoas em 2018 e 2019

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Um júri de Chicago, nos EUA, condenou a Boeing ao pagamento de US$ 29 milhões (R$ 150 milhões) em indenização à família de Michael Ryan, engenheiro irlandês do Programa Mundial de Alimentos da ONU morto na queda do voo 302 da Ethiopian Airlines, na Etiópia, em 2019.

O acidente com o Boeing 737 MAX matou todas as 157 pessoas a bordo.

A ação civil foi movida por Naoise Connolly Ryan, viúva da vítima. Ryan, de 39 anos, trabalhou na crise do Ebola na Libéria, com refugiados rohingyas e em missões no Afeganistão, Sri Lanka, Nepal e Etiópia.

O caso é um dos últimos processos civis pendentes contra a Boeing relacionados às duas quedas fatais do 737 MAX.

A maioria das ações foi resolvida em acordos extrajudiciais com termos sigilosos, mas o advogado de Naoise, Steven Marks, disse que sua cliente estava “comprometida em buscar responsabilização e justiça perante um júri, e não em aceitar dinheiro diretamente da Boeing”.

Em maio, outro júri em Chicago já havia condenado a fabricante a pagar US$ 49,5 milhões à família de Samya Stumo, americana de 24 anos morta no mesmo voo.

A Boeing pediu desculpas pelos acidentes e reconheceu que um software esteve envolvido nas duas tragédias.

A empresa não comentou a decisão mais recente.