Biden promete que aliados permanecerão ao lado da Ucrânia “até que prevaleçam”

Presidente dos EUA celebrou um novo acordo de segurança, planos para US$ 50 bilhões em ajuda à Ucrânia e mais sanções contra Moscou

Reuters

O presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apertam as mãos no dia da assinatura de um novo acordo de segurança entre os Estados Unidos e a Ucrânia, em Fasano, Itália (REUTERS/Kevin Lamarque)
O presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apertam as mãos no dia da assinatura de um novo acordo de segurança entre os Estados Unidos e a Ucrânia, em Fasano, Itália (REUTERS/Kevin Lamarque)

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O presidente dos EUA, Joe Biden, celebrou um novo acordo de segurança, planos para US$ 50 bilhões em ajuda à Ucrânia e mais sanções contra Moscou como um sinal claro ao presidente russo, Vladimir Putin, de que os EUA e os aliados não estão “recuando” no seu apoio a Kiev.

“Estaremos com a Ucrânia até que eles prevaleçam nesta guerra”, disse Biden na quinta-feira (13) ao lado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, numa conferência de imprensa em Itália, saudando as medidas como críticas para sustentar o apoio à Ucrânia, à medida que a sua guerra para repelir a invasão da Rússia entra num terceiro ano.

Ao mesmo tempo, Biden disse que mantinha a sua decisão de não enviar tropas americanas para lutar na Ucrânia e não tinha planos de permitir que a Ucrânia utilizasse armas dos EUA para atacar alvos mais distantes do território russo. Biden disse que a melhor forma de ajudar os EUA “não seria enviando tropas americanas para lutar na Ucrânia, mas fornecendo armas e munições, expandindo a compartilhamento de inteligência, continuando a treinar as corajosas tropas ucranianas” e “investindo na base industrial de defesa da Ucrânia”.

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Biden também alertou que a China estava ajudando o esforço de guerra da Rússia, embora tenha dito que Pequim não estava a fornecer armas diretamente a Moscou – um assunto que discutiu com os seus homólogos na cúpula dos líderes do Grupo dos Sete, na Itália.

“A China não fornece armas, mas sim a capacidade de produzir essas armas, a tecnologia disponível para fazer isso, por isso está, de fato, ajudando a Rússia”, disse o presidente.

Os líderes presentes na cúpula do G-7 concordaram num acordo inovador que utilizará os lucros gerados pelos ativos soberanos russos congelados para fornecer um empréstimo antecipado à Ucrânia, prevendo que o dinheiro comece a correr até o final do ano.

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“Nosso objetivo é fortalecer as capacidades confiáveis de defesa e dissuasão da Ucrânia no longo prazo”, disse Biden. “A paz duradoura para a Ucrânia deve ser garantida pela capacidade de a própria Ucrânia de se defender agora e de dissuadir agressões futuras.”

Biden aumentou o apoio financeiro e militar à Ucrânia, enquanto Kiev procura reverter o ímpeto da guerra em meio à uma renovada ofensiva russa. As medidas ocorrem num momento em que Biden está em uma disputa acirrada pela reeleição com Donald Trump, cujas críticas à ajuda e às alianças com a Ucrânia, incluindo a Otan, geraram angústia entre os aliados de que os EUA poderiam quebrar seus compromissos se o republicano vencer as eleições de novembro.

Os EUA também planejam enviar uma segunda bateria de mísseis Patriot para a Ucrânia, uma resposta aos apelos de Zelensky por sete dos poderosos sistemas de defesa aérea para proteção contra ataques russos. Biden disse que os aliados adquiriram compromissos de “cinco outros países até agora” para baterias Patriot e outros sistemas de defesa aérea.

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“Você terá alguns relativamente rápido”, disse Biden.

Biden e Zelenskiy assinaram na conferência de imprensa um acordo bilateral descrevendo como Washington fornecerá assistência de segurança e inteligência a Kiev, juntamente com outras capacidades de defesa.

O acordo também exige que a Ucrânia reforce a integridade do seu sistema Judiciário e tome medidas adicionais anticorrupção. Ele também permite manobras e exercícios militares combinados.

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O acordo permanecerá em vigor por 10 anos, a menos que seja prorrogado ou cancelado por escrito.

Biden também elogiou na quinta-feira a ampliação das sanções dos EUA que aumentam os riscos para os bancos que ajudam a facilitar as transações financeiras com Moscou, dizendo que estavam “intensificando a pressão sobre a Rússia” e sufocando sua máquina de guerra. As medidas visam partes chave do setor financeiro da Rússia, bem como futuros projetos energéticos.

Após o G-7, representantes de mais de 100 países dirigem-se para uma cúpula de fim de semana sobre a Ucrânia, na Suíça, onde os EUA serão representados pela vice-presidente Kamala Harris e pelo conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan.

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