Biden enfrenta grande teste com entrevista na TV e promete continuar na disputa

Presidente dos EUA viajará para Madison, no Wisconsin, para se reunir com eleitores democratas

Reuters

Presidente dos EUA, Joe Biden, durante celebração do Mês da Herança Judaica Americana, na Casa Branca (REUTERS/Leah Millis)
Presidente dos EUA, Joe Biden, durante celebração do Mês da Herança Judaica Americana, na Casa Branca (REUTERS/Leah Millis)

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WASHINGTON – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pressionado a neutralizar uma crise política gerada por seu desempenho ruim em um debate na semana passada, participará de uma entrevista televisionada nesta sexta-feira, que será observada de perto em busca de sinais sobre sua acuidade mental.

Biden viajará para Madison, no Wisconsin, para se reunir com eleitores democratas. Durante a viagem, ele será entrevistado pela ABC News, parte de uma série de eventos com o objetivo de mostrar aos norte-americanos que ele ainda tem capacidade de concorrer contra o candidato republicano Donald Trump na eleição de 5 de novembro.

Embora Biden insista que vai continuar na disputa e que sua saúde não está debilitada, ele está sob enorme pressão para se afastar e abrir caminho para sua vice-presidente, Kamala Harris.

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Alguns doadores estão manifestando seu descontentamento em alto e bom som, interrompendo o financiamento ou procurando possíveis alternativas democratas. Até mesmo alguns dos aliados políticos mais próximos de Biden, como a ex-presidente da Câmara dos Deputados Nancy Pelosi, têm levantado questões sobre sua saúde.

Várias pesquisas de opinião têm mostrado Trump estabelecendo uma vantagem considerável sobre o presidente desde o debate, enquanto uma pesquisa Reuters/Ipsos descobriu que um em cada três democratas deseja que Biden desista da disputa.

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A Casa Branca culpou um resfriado pelo desempenho de Biden no debate e o próprio presidente citou o cansaço de viagens consecutivas à Europa.

A entrevista à ABC oferece a possibilidade de Biden falar sem roteiro, uma vez que ele depende muito do uso de um teleprompter para seus discursos.

Kamala é uma forte candidata para assumir seu lugar se Biden desistir, disseram fontes, embora seus aliados acreditem que ele ainda pode amenizar as preocupações dos eleitores e doadores.

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A campanha de Trump e alguns de seus aliados lançaram uma ofensiva preventiva contra Kamala, agindo rapidamente para tentar desacreditá-la em meio a conversas de que ela poderia eventualmente substituir Biden como a candidata democrata.

Trump, de 78 anos, que fez várias declarações falsas no debate em Atlanta, afirmou falsamente em um vídeo que circulou nas redes sociais que ele havia tirado Biden da disputa. Ele fez comentários depreciativos sobre Kamala no mesmo vídeo.