Bessent: tarifa de 100% da China não precisa acontecer; conversas foram reabertas

Bessent, contudo, reiterou que irá rejeitar os requisitos de licenciamento para exportação de Pequim

Estadão Conteúdo

Secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, durante audiência no Capitólio, em Washington
06/05/2025
REUTERS/Jonathan Ernst
Secretário de Tesouro dos EUA, Scott Bessent, durante audiência no Capitólio, em Washington 06/05/2025 REUTERS/Jonathan Ernst

Publicidade

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou, em entrevista à Fox Business na manhã desta segunda-feira, 13, que a tarifa de 100% contra bens da China não precisa ser efetivada. Segundo ele, as linhas de conversas com autoridades chinesas foram reabertas e estão em andamento nesta semana, após a ameaça do presidente norte-americano, Donald Trump, na sexta-feira.

Bessent argumentou que a decisão de recolocar controles de exportação sobre bens de terras raras pode não ter vindo do presidente chinês, Xi Jinping, mas sim de uma ala mais rígida do governo chinês.

O secretário afirmou que, neste caso, os americanos preferem negociar e resolver os problemas na cadeia de oferta por meio do diálogo, se possível. “Temos outras cartas além de tarifas, mas não queremos exaltar nosso poder e nossas ferramentas”, disse, classificando as relações comerciais sino-americanas como “boas”.

Continua depois da publicidade

Bessent, contudo, reiterou que irá rejeitar os requisitos de licenciamento para exportação de Pequim e continuará a defender ajustes na cadeia de suprimentos global para garantir a segurança nacional dos EUA.

“Vamos ver se a China quer se tornar uma fornecedora confiável de terras raras. Estamos investidos em modelar um caminho para garantir a segurança no processamento dos bens e preços justos”, afirmou. “Não podemos ter livre mercado quando temos um ator estatal destruindo a capacidade industrial do mercado.”