Barriga de aluguel leva a renúncia no governo da Alemanha; entenda

Aliado de Merz renuncia após pressão na Alemanha por bebê gerado por barriga de aluguel

Reuters

Chanceler alemão, Friedrich Merz, durante discurso ao Parlamento, em Berlim
13/03/2025
REUTERS/Liesa Johannssen
Chanceler alemão, Friedrich Merz, durante discurso ao Parlamento, em Berlim 13/03/2025 REUTERS/Liesa Johannssen

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BERLIM, 18 Jul (Reuters) – ⁠Jens Spahn, um membro ⁠de destaque do partido conservador no ‌poder na Alemanha, renunciou neste sábado após ter um filho nascido de ‌uma mãe de aluguel nos Estados Unidos, uma atitude que contraria a oposição de seu próprio partido à barriga de aluguel, de acordo com ⁠uma ‌carta à qual a Reuters ⁠teve acesso.

Spahn, de 46 anos, líder parlamentar da União Democrata-Cristão do chanceler Friedrich Merz e de sua ala irmã, a União Social-Cristã (CDU/CSU), foi ​alvo de duras críticas após a divulgação da notícia de que ​havia se tornado pai, junto com seu marido, por meio de uma barriga de aluguel.

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A barriga de aluguel é proibida na Alemanha, ‌embora não seja ilegal ​criar uma criança nascida de uma mãe de aluguel fora do país.

“Nos últimos dias, percebi que ⁠minha ​felicidade pessoal — ​formar uma família com meu marido e me tornar ⁠pai — é incompatível ​com meu cargo político”, escreveu Spahn na carta de renúncia.

A CDU votou pela ​manutenção da proibição da barriga de aluguel na Alemanha em ​sua convenção ⁠partidária em fevereiro, e a notícia de que Spahn ⁠recorreu a uma barriga de aluguel nos EUA gerou inúmeros pedidos de dentro do partido para que ele renunciasse.

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(Reportagem de Andreas Rinke e James ​Mackenzie)