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O governo do Japão do Japão protestou oficialmente nesta terça-feira (27) após uma aeronave militar chinesa entrar brevemente em seu espaço aéreo. Um porta-voz chamou o incidente de uma violação territorial “absolutamente inaceitável” e uma ameaça à segurança.
Segundo a agência Kyodo News, o ministro da Defesa Minoru Kihara, afirmou que o país está firmemente determinado a proteger suas terras, mar e espaço aéreo. Já secretário-chefe do gabinete, Yoshimasa Hayashi, disse em uma entrevista que as “operações militares chinesas em nossa nação estão aparentemente se expandindo e se intensificando” e que o Japão continuará a monitorá-las “com forte interesse”.
Segundo o porta-voz, um avião de reconhecimento chinês Y-9 entrou brevemente no espaço aéreo do sudoeste do Japão na segunda-feira (26), forçando seus militares a enviar caças. Ele acrescentou que foi a primeira vez que a Força de Autodefesa Japonesa detectou uma aeronave militar chinesa no espaço aéreo do Japão.
Aeronaves chinesas não militares violaram o espaço aéreo japonês duas vezes no passado, em 2012 e 2017, em torno das Ilhas Senkaku, controladas por Tóquio e reivindicadas por Pequim, no Mar da China Oriental. O Japão enviou caças em ambos os casos.
As relações entre os dois vizinhos ficaram tensos recentemente após a liberação de água radioativa tratada da usina nuclear de Fukushima Daiichi no oceano em agosto de 2023, levando a China a impor uma proibição geral de frutos do mar japoneses.