AtlasIntel: 58% dos brasileiros aprovam operação ordenada por Trump na Venezuela

Pesquisa Latam-Wide da AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra que apoio popular diverge de postura do governo sobre ação dos EUA

Caio César

Presidente dos EUA, Donald Trump, participa da entrega da Medalha de Defesa da Fronteira Mexicana no Gabinete Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, 15 de dezembro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein
Presidente dos EUA, Donald Trump, participa da entrega da Medalha de Defesa da Fronteira Mexicana no Gabinete Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, 15 de dezembro de 2025. REUTERS/Evelyn Hockstein

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A maioria dos brasileiros aprova a operação militar ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resultou na captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Segundo a mais recente pesquisa Latam-Wide, da AtlasIntel, divulgada nesta quarta-feira (14), 58% dos entrevistados no Brasil concordam com a ação militar dos EUA na Venezuela, enquanto 41% desaprovam. Apenas 1% afirmou não saber responder.

O levantamento ouviu 11.285 pessoas em países da América Latina e latinos residentes nos Estados Unidos e no Canadá, por meio de recrutamento digital aleatório, entre os dias 5 e 11 de janeiro. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos nas respostas da Venezuela e de um ponto percentual nos demais países.

Captura de Maduro e reação do Brasil

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados no sábado (3) durante uma operação militar de grande escala na Venezuela, que incluiu bombardeios em Caracas e em outras regiões próximas à capital.

A ação foi anunciada por Donald Trump, que afirmou que a captura ocorreu em conjunto com autoridades de aplicação da lei dos EUA. Maduro e Flores foram retirados do país por via aérea, após uma operação conduzida pela Delta Force, unidade de elite do Exército americano.

Na terça-feira (6), o Brasil endureceu o tom contra a operação que resultou na prisão do líder venezuelano. Durante reunião do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, o embaixador brasileiro Benoni Belli afirmou que a ação equivale a um “sequestro” e rompe limites essenciais do direito internacional.

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Segundo o diplomata, os bombardeios em território venezuelano e a retirada forçada do presidente e de sua esposa representam uma afronta direta à soberania do país e ameaçam a estabilidade regional.

O representante brasileiro afirmou ainda que a operação contraria normas centrais do sistema multilateral, ao violar a Carta das Nações Unidas e compromissos firmados no âmbito hemisférico.