Atentado de homem-bomba mata 20 pessoas e fere 52 em igreja de Damasco

Usando um colete explosivo, o agressor abriu fogo antes de se detonar, de acordo com o Ministério do Interior da Síria, que confirmou a filiação do agressor ao EI

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Defesa civil inspeciona os danos após explosão na Igreja Mar Elias, em Damasco, na Síria -  22 /06/2025 (Foto: REUTERS/Firas Makdesi)
Defesa civil inspeciona os danos após explosão na Igreja Mar Elias, em Damasco, na Síria - 22 /06/2025 (Foto: REUTERS/Firas Makdesi)

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(Bloomberg) – Um homem-bomba, membro do grupo extremista Estado Islâmico, se explodiu dentro de uma igreja em Damasco, um ataque mortal que agrava os problemas sectários da Síria, enquanto o país devastado pela guerra luta para conter a violência após a deposição do presidente Bashar al-Assad em dezembro.

Vinte pessoas morreram e 52 ficaram feridas no ataque que teve como alvo a Igreja Mar Elias, no distrito de Dweila, na capital síria, informou o Ministério da Saúde à agência de notícias estatal Sana.

Usando um colete explosivo, o agressor abriu fogo antes de se detonar, de acordo com o Ministério do Interior, que confirmou sua filiação ao EI.

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Fotos e vídeos da igreja mostram bancos destruídos, cobertos de escombros e manchas de sangue no chão. É o primeiro grande ataque contra cristãos sírios após a queda de Assad.

O Enviado Especial das Nações Unidas para a Síria, Geir Pedersen, pediu uma “investigação completa e ação por parte das autoridades”, de acordo com um comunicado. O Ministro do Interior, Anas Khattab, disse à Sana que as investigações estão em andamento.

O presidente Ahmed Al-Sharaa, cujo grupo Hayat Tahrir Al-Sham liderou um levante islâmico contra Assad, tem tentado impedir a violência que irrompeu na Síria alguns meses após a queda de seu antecessor. Ele tem buscado apreender todas as armas e dissolver as facções armadas no país.

Em março, homens armados, que as autoridades alegaram serem afiliados ao regime deposto, atacaram postos de segurança e instalações estatais ao longo da costa mediterrânea da Síria. Isso fomentou a violência contra a minoria muçulmana alauíta, à qual Assad pertence.

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