Ataques mantêm aeroporto de capital saudita fechado esta semana

Os houthis afirmaram em um comunicado que atacaram uma base aérea em Khamis Mushait, no sudoeste do reino, com um drone

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12 ⁠Out (Reuters) – Autoridades sauditas prorrogaram o fechamento do aeroporto internacional de Riad até ⁠sábado e companhias aéreas cancelaram voos depois que os ataques contínuos dos houthis do Iêmen, alinhados ao ‌Irã, esvaziaram os céus sobre a capital da Arábia Saudita.

As operações no Aeroporto Internacional Rei Khalid, o segundo mais movimentado da Arábia Saudita depois de Jidá, foram suspensas para “permitir a conclusão dos procedimentos necessários para garantir ‌a segurança e a prontidão operacional das instalações do aeroporto”, informou a autoridade de aviação civil saudita em comunicado.

No final desta segunda-feira, os houthis afirmaram terem atacado o aeroporto com um míssil balístico, logo após a Arábia Saudita ter informado que havia interceptado e destruído um míssil balístico disparado pelo grupo em direção a Riad.

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Os houthis também afirmaram em um comunicado que atacaram uma base aérea em Khamis Mushait, no sudoeste do reino, com um drone. Não houve ⁠confirmação ‌imediata da Arábia Saudita.

Um Aviso aos Pilotos emitido nesta segunda-feira indicou que o Aeroporto Internacional Rei Khalid permanecerá ⁠fechado até as 21h GMT de 17 de outubro.

O aeroporto está fechado desde um ataque ocorrido no sábado, que matou 13 pessoas e feriu mais de 300, o mais mortal no reino em mais de uma década. No domingo, outro ataque matou uma pessoa e feriu quase uma dúzia de outras.

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Os ataques representaram uma das maiores perturbações na aviação saudita dos últimos anos, aumentando as pressões sobre um setor que ​já enfrenta conflitos em todo o Oriente Médio e preços mais altos de combustível de aviação.

“Esse nível de ataques intensos e contínuos contra a aviação civil não tem precedentes”, disse Mark Zee, fundador da OPSGROUP, ​uma organização que presta consultoria em segurança da aviação. “Acho que isso exige que repensemos como vemos o panorama atual de riscos para agimos com muito cuidado”, disse ele.

O rastreador de tráfego aéreo Flightradar24 mostrou que aeronaves estão evitando Riad nesta segunda-feira, embora jatos estivessem cruzando o espaço aéreo saudita e pousando em Jidá, na costa oeste do país.

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Os cancelamentos em todos os aeroportos sauditas chegaram a 46,4%, informou a empresa de análise de aviação ‌Cirium.

CRISE

A perturbação forçou companhias aéreas na Europa e na Ásia a suspenderem ​seus serviços e a agência de aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) aconselhou as companhias aéreas norte-americanas no domingo a terem cautela ao voarem para ou sobre a Arábia Saudita. A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) ampliou, na sexta-feira, um alerta sobre o ⁠espaço aéreo saudita, citando ataques com mísseis ​e drones.

“O impacto vai além ​da Arábia Saudita, atingindo toda a região e suas conexões globais”, afirmou o analista de aviação John Strickland.

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A OPSGROUP recomendou que as companhias aéreas ⁠evitem completamente o corredor aéreo do sul sobre o Oriente ​Médio e sigam uma rota da Europa para a Ásia passando pela Ásia Central.

Isso acrescenta uma “distância considerável” a algumas rotas e “elimina as opções de chegar a Dubai e Abu Dhabi para a maioria das companhias aéreas ocidentais”, disse Zee.

O Grupo Lufthansa cancelou ​todos os voos para Riad até 16 de outubro, enquanto a Air France-KLM prorrogou a suspensão dos voos de e para Riad até o final do mês. A Etihad Airways, de Abu ​Dhabi, também prorrogou cancelamentos.

A Delta Air ⁠Lines informou que está adiando os voos programados de Atlanta para Riad, que inicialmente deveriam começar em 23 de outubro, até março de 2027.

A escalada ⁠do conflito com os houthis gerou preocupações quanto ao impacto econômico mais amplo. Analistas estimam que o PIB real da Arábia Saudita sofra uma contração de 3,6% este ano, refletindo uma combinação de fatores, incluindo a redução das atividades relacionadas ao petróleo.

Os ataques colocaram sob pressão os eventos programados para este mês em Riad, incluindo a principal conferência de investimentos do reino e o Congresso de Energia da WPC, de onde vários altos executivos do setor petrolífero foram retirados da ​programação.