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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) que forças americanas realizaram uma operação de grande porte na Venezuela e detiveram o presidente Nicolás Maduro. Agora, a questão central é: como a Venezuela poderá reagir?
As Forças Armadas da Venezuela são bem armadas, com algumas armas avançadas adquiridas durante a ditadura do ex-presidente Hugo Chávez, que faleceu no cargo em 2013. Acredita-se que esse armamento inclua um sistema de defesa aérea S-300VM de fabricação russa.

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Mas esse sistema de defesa aérea está apenas parcialmente operacional no momento e nunca foi projetado para ser usado contra os Estados Unidos, afirmou Andrei Serbin Pont, do grupo de pesquisa latino-americano CRIES.
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De acordo com o Global Firepower, a Venezuela possui 109.000 militares da ativa. Mas o ex-oficial militar venezuelano afirmou que esse número provavelmente é menor.
Em 2018, a Venezuela tinha menos de cinco caças Sukhoi russos em operação, disse o ex-oficial militar venezuelano. Ele argumentou que Maduro não possui capacidade militar nem apoio popular para travar uma guerra contra os EUA.
“Não estou dizendo que não haverá resistência”, disse ele, “mas não será um ataque contra as forças americanas”.
Figuras da oposição venezuelana, analistas políticos e um ex-funcionário do regime afirmavam, ainda em agosto, a diplomatas americanos da Unidade de Assuntos da Venezuela, sediada em Bogotá, que a ditadura de Maduro estava cada vez mais preocupado com as operações militares dos EUA, mas acredita que pode superar as tensões e se manter no poder, de acordo com documentos internos do governo obtidos pelo The Washington Post. O Departamento de Estado não respondeu a um pedido de comentário.
Esses observadores da Venezuela, segundo os documentos, descartaram em grande parte a possibilidade de um ataque americano a locais de tráfico de drogas na Venezuela levar os militares a se voltarem contra Maduro. Com a captura do líder, autoridades da Venezuela se mostram ainda fiéis ao regime e falam em exército.
(com Estadão Conteúdo e Reuters)
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