Petroleiros “começam a passar” pelo Estreito de Ormuz, diz Casa Branca

Kevin ​Hassett reiterou a posição do ⁠governo ​Trump ​de que ⁠a ​guerra com o ​Irã deve durar ​semanas, ⁠não meses

Reuters

O conselheiro econômico da Casa Branca dos EUA, Kevin Hassett, fala diante de uma câmera de TV na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, em 13 de novembro de 2025. REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de Arquivo
O conselheiro econômico da Casa Branca dos EUA, Kevin Hassett, fala diante de uma câmera de TV na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, em 13 de novembro de 2025. REUTERS/Kevin Lamarque/Foto de Arquivo

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WASHINGTON, 17 Mar (Reuters) – Petroleiros estão cruzando o Estreito de Ormuz e as ações do Irã para bloquear o tráfego marítimo nessa rota não prejudicaram a economia dos EUA, disse o assesssor econômico da Casa Branca Kevin Hassett à CNBC, nesta terça-feira, reiterando a posição do governo Trump de que a guerra deve terminar em semanas, não em meses.

“Já se vê petroleiros começando a passar lentamente pelo estreito, e acho que isso é um sinal de quão pouco resta ao Irã”, afirmou ele.

“Estamos muito otimistas de que isso terminará em breve, e haverá repercussões nos preços depois de algumas semanas, quando os navios chegarem às refinarias.”

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Hassett disse que há preocupação de que a Ásia possa não estar exportando tanto petróleo refinado para os EUA para compensar uma queda na oferta do Oriente Médio.

“Estamos vendo alguns sinais de que eles podem estar reduzindo as exportações para garantir que tenham energia suficiente para si mesmos. E temos um plano para isso”, declarou ele. Trump pediu na segunda-feira adiamento de seu encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, para se concentrar na guerra no Irã.

Hassett afirmou que a ação dos EUA no Irã é do interesse da China.

“Este é um caso em que os objetivos de ambos os países estão alinhados, pois queremos um mercado mundial de petróleo estável”, disse ele. “Quando esta guerra terminar, o que acontecerá em breve, tenho certeza de que eles se reunirão e terão muito o que conversar, e espero que os chineses expressem alguma gratidão.”