Argentina: governo Milei entra na Justiça contra operação para “desestabilizar país”

"Conversas privadas de Karina Milei e outros funcionários foram gravadas, manipuladas e divulgadas para condicionar o Poder Executivo", afirmou

Estadão Conteúdo

REUTERS/Ciro De Luca
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O porta-voz da presidência da Argentina, Manuel Adorni, anunciou nesta segunda, 1º, que o governo entrou com uma denúncia na Justiça Federal da Argentina contra uma operação de inteligência que revelou conversas privadas de Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei e secretária-geral da presidência. Em publicação no X, Adorni chamou a operação de “ilegal” e disse que o seu objetivo é “desestabilizar o país em plena campanha eleitoral”.

“Conversas privadas de Karina Milei e outros funcionários foram gravadas, manipuladas e divulgadas para condicionar o Poder Executivo”, afirmou. “Não foi um vazamento. Foi um ataque ilegal, planejado e dirigido”.

A declaração ocorre dias depois de gravações de Karina Milei intensificarem o escândalo de corrupção e subornos na Agência Nacional de Deficiência (Andis), desgastando a imagem de Milei.

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Em declaração ao jornal Infobae, uma fonte de alto nível do governo da Argentina disse estar “confiante” de que Karina não disse nada incriminador e que é “gravíssimo que alguém grave com essas intenções o interior da Casa Rosada”.

A decisão de anunciar a denúncia foi tomada hoje ao meio dia (horário local), após reunião entre Adorni, integrantes da equipe do assessor presidencial Santiago Caputo e a equipe de Procuradoria do Tesouro da Argentina, de acordo com a publicação. O encontro sucedeu altas horas de discussão durante à noite que também incluíram o vice-ministro da Justiça, Sebastián Amerio, e o procurador de La Libertad Avanza, Santiago Viola, entre outros.