Apple é acusada de violar lei antitruste dos EUA e roubar tecnologia de câmeras

O processo alega que a conduta da ‌Apple viola as leis antitruste dos EUA, ao prender os usuários ‌ao seu sistema operacional móvel dominante e impedi-los de migrar para concorrentes

Reuters

 Logo da Apple e uma placa-mãe de computador aparecem nesta ilustração criada em 25 de agosto de 2025. REUTERS/Dado Ruvic
Logo da Apple e uma placa-mãe de computador aparecem nesta ilustração criada em 25 de agosto de 2025. REUTERS/Dado Ruvic

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O criador de ‍um aplicativo de vídeo para smartphones processou ⁠a Apple nesta terça-feira em um tribunal federal de Nova Jersey, ‍alegando que a fabricante do iPhone roubou sua tecnologia e detém um monopólio ilegal sobre o mercado de software para smartphones nos ‌Estados Unidos.

A Reincubate Ltd afirmou que a Apple copiou recursos patenteados de seu aplicativo Camo, que funciona com vários sistemas operacionais, e os incorporou ao iOS para ‘redirecionar a demanda do usuário para a oferta da própria plataforma da Apple’.

O processo alega que a conduta da ‌Apple viola as leis antitruste dos EUA, ao prender os usuários ‌ao seu sistema operacional móvel dominante e impedi-los de migrar para concorrentes. O governo dos EUA apresentou alegações antitruste semelhantes contra a Apple em um processo de 2024 que ainda está em andamento.

Representantes da Apple não responderam imediatamente ao pedido ‌de comentário da Reuters.

‘Em vez de competir conosco, a Apple criou uma série de obstáculos para desequilibrar o jogo, infringiu ​nossa propriedade intelectual e fez isso com o objetivo de impedir a concorrência de plataformas rivais’, disse Aidan Fitzpatrick, presidente-executivo da Reincubate, em comunicado.

O Camo, lançado pela Reincubate, empresa sediada em Londres, em 2020, permite o uso de smartphones como webcams para videochamadas em computadores. De acordo com o processo, a Apple ‘induziu e incentivou ativamente’ a Reincubate a desenvolver e comercializar o Camo para iOS antes de a gigante da tecnologia copiá-lo e integrar seus recursos ​ao iOS como ‘Câmera de ⁠Continuidade’ em 2022.

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A ⁠Reincubate classificou a conduta da Apple como um exemplo de ‘Sherlocking’, que, segundo ela, é ‘uma ‌abreviação para o padrão da Apple de se apropriar e extinguir softwares inovadores desenvolvidos fora de seu ecossistema’.

‘Na maioria desses casos, a Apple não induziu ativamente o desenvolvedor a testar ‍e criar software’, diz o processo. ‘Aqui, a Apple cultivou ativamente uma relação de confiança com a Reincubate, induziu ​a empresa a compartilhar ‌detalhes técnicos, versões beta e dados de mercado, e aproveitou esse acesso privilegiado para ‍orientar seu próprio desenvolvimento da Câmera de Continuidade.’

Além das alegações antitruste, o processo acusava a Apple de infringir patentes da Reincubate. A empresa solicitou uma indenização monetária de valor não especificado e ordens judiciais para impedir a suposta conduta ilícita da Apple.