Após forte ataque a Kiev, Rússia diz que continuará aumentando pressão sobre Ucrânia

O bombardeio com mais de 500 mísseis e drones deixou ao menos 17 mortos e destruiu edifícios residenciais na capital ucraniana

Reuters

Mulher observa danos em casa após ataque de míssil russo na região da capital Kiev - 22/02/2026 (Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko)
Mulher observa danos em casa após ataque de míssil russo na região da capital Kiev - 22/02/2026 (Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko)

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MOSCOU, 2 Jul (Reuters) – A Rússia ⁠afirmou nesta quinta-feira que continuará aumentando ⁠a pressão sobre a Ucrânia, após um ataque ‌em grande escala ocorrido durante a madrugada em Kiev, que matou pelo menos 17 pessoas e feriu dezenas.

A ‌Ucrânia afirmou que a Rússia lançou 74 mísseis e 496 drones no ataque, que destruiu vários edifícios residenciais. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o ataque teve como alvo exclusivamente “alvos militares ou quase militares”.

Peskov disse ⁠que ‌o presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi informado por ⁠seu comandante militar chefe, Valery Gerasimov, sobre os resultados do que chamou de “ataque retaliatório em grande escala” contra Kiev e outros locais.

No quinto ano da guerra, a Rússia intensificou seus ataques com mísseis e ​drones, especialmente contra Kiev, enquanto a Ucrânia intensificou seus próprios ataques com drones contra o setor energético ​russo, causando danos graves que levaram à escassez generalizada de combustível.

Questionado sobre uma declaração da chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, de que a UE proporia ainda mais sanções para aumentar a ‌pressão sobre a Rússia, Peskov respondeu: “A ​Rússia continuará a intensificar a pressão sobre o regime de Kiev a fim de alcançar os objetivos que estabeleceu”.

Peskov disse que está ocorrendo ⁠uma discussão na ​Rússia sobre como ​proteger sua segurança em resposta ao que Moscou considera medidas da UE ⁠para “militarizar” o continente e aumentar ​as tensões.

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Alguns linha-dura russos, indignados com os ataques de drones da Ucrânia e com o que consideram uma promessa não ​cumprida dos Estados Unidos de intermediar o fim da guerra em termos favoráveis, têm instado Putin, ​nas últimas semanas, ⁠a abandonar a diplomacia e intensificar o conflito.

“Vocês sabem que há defensores, ⁠inclusive acadêmicos, de medidas muito drásticas, assim como há defensores de abordagens mais moderadas”, disse Peskov.

“Mas uma coisa é certa: a proteção segura da Federação Russa e de seus interesses nacionais será garantida, aconteça o que acontecer.”

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(Reportagem da ​Reuters)