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A Força Aérea da Ucrânia afirmou que a Rússia lançou uma série de ataques aéreos contra várias regiões do país, incluindo a capital, Kiev, dias após uma audaciosa operação ucraniana que, com centenas de drones, destruiu aeronaves em bases russas, algumas a milhares de quilômetros da fronteira. Não está claro, contudo, se os bombardeios seriam uma retaliação direta de Moscou ao incidente, ou se seria mais uma das recorrentes ofensivas contra a cidade.
“Mísseis de cruzeiro estão entrando na região de Chernihiv em direção a Kyiv!”, anunciou a Força Aérea ucraniana em sua conta no Telegram, reforçando que todo o território do país está sob alerta.
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Segundo o jornal Kyiv Independent, foram registrados ataques com drones em vários distritos de Kiev. Ao menos três prédios residenciais foram atingidos, além de uma escola. Não há relatos sobre vítimas, mas a energia foi cortada em alguns bairros, afirmou Tymur Tkachenko, chefe da Administração Militar de Kiev. O prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, pediu aos moradores que fiquem em abrigos.
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Nas últimas semanas, em meio à intensificação dos ataques russos contra a Ucrânia, Kiev tem sido um alvo preferencial de mísseis e drones russos, causando dezenas de vítimas e estragos em áreas militares e civis. Contudo, após a grande ofensiva ucraniana do final de semana, quando drones atingiram ao menos cinco bases dentro de território russo, do Ártico até a Sibéria, destruindo ao menos uma dezena de aeronaves de combate, o país vive a expectativa e o temor de uma retaliação russa de grande porte.
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Na véspera, o presidente russo, Vladimir Putin, disse em conversa telefônica com o homólogo americano, Donald Trump, que “teria que responder” ao ataque da Ucrânia, mas o Kremlin não quis revelar como poderia ser essa retaliação. Comentaristas russos e elementos pró-guerra defendem que Moscou use seu arsenal nuclear, uma ameaça presente desde o início da guerra, há três anos, mas não há sinais de que isso possa acontecer.