África do Sul nega ser antiamericana após ameaça de tarifas sobre Brics por Trump

Trump acusou o Brics, do qual a África do Sul é membro, de políticas "antiamericanas" no domingo, quando os líderes do grupo realizavam uma cúpula no Brasil

Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, encontra-se com o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 21 de maio de 2025. REUTERS/Kevin Lamarque
O presidente dos EUA, Donald Trump, encontra-se com o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 21 de maio de 2025. REUTERS/Kevin Lamarque

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JOANESBURGO (Reuters) – A África do Sul não é antiamericana e ainda quer negociar um acordo comercial com os Estados Unidos, disse um porta-voz do Ministério do Comércio do país, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor uma tarifa comercial extra de 10% aos países alinhados com o grupo Brics.

Trump acusou o Brics, do qual a África do Sul é membro, de políticas “antiamericanas” no domingo, quando os líderes do grupo realizavam uma cúpula no Brasil.

A África do Sul vem tentando negociar um acordo comercial com o governo Trump desde maio, quando Trump recebeu o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, para conversas na Casa Branca.

“Ainda aguardamos uma comunicação formal dos EUA a respeito de nosso acordo comercial, mas nossas conversas continuam construtivas e frutíferas”, disse à Reuters o porta-voz do Ministério do Comércio da África do Sul, Kaamil Alli.

“Como já comunicamos anteriormente, não somos antiamericanos”, disse Alli.