1º ataque dos EUA contra a Venezuela foi realizado pela CIA, diz imprensa americana

Em entrevista, Trump confirmou autoria do país no bombardeio

Erick Souza

O presidente dos EUA tem falado várias vezes sobre a ideia de enviar cheques únicos de reembolso de US$ 2.000 para muitas famílias. Crédito... Eric Lee para The New York Times
O presidente dos EUA tem falado várias vezes sobre a ideia de enviar cheques únicos de reembolso de US$ 2.000 para muitas famílias. Crédito... Eric Lee para The New York Times

Publicidade

O ataque com drones executado contra um porto na Venezuela na última semana, foi realizado pela Agência Central de Inteligência (CIA). A informação foi divulgada por fontes oficiais de Washington ao jornal The New York Times e a emissora CNN.

Essa é a primeira vez que os EUA realizam um ataque contra um alvo dentro do país sul-americano e reforça a escala na pressão do presidente Donald Trump contra o líder Nicolás Maduro.

O ataque mirou um suposto cais remoto na costa venezuelana utilizado para o armazenamento e transporte de drogas. As mesmas fontes detalharam que o local seria utilizado pela grupo criminoso Tren de Aragua, envolvido com tráfico internacional de drogas. Segundo os relatos, não havia pessoas no local no momento do bombardeio.

Continua depois da publicidade

Em entrevista realizada na semana do ataque à rádio WABC, o presidente Donald Trump chegou a mencionar uma ofensiva realizado pelo país, mas sem dar detalhes claros sobre a operação, como as informações sobre a localização. Nesta segunda-feira, em uma outra ocasião, o presidente confirmou a autoria dos EUA no ataque.

“Houve uma grande explosão na área do cais onde carregam os barcos com drogas”, disse a repórteres em Mar-a-Lago, na Flórida. “Eles carregam os barcos com drogas. Então, atingimos todos os barcos e agora atingimos a área. É a área de distribuição, é onde eles distribuem as drogas, e isso não existe mais.”

A Casa Branca e a CIA ainda não comentaram sobre o caso. De acordo com a CNN, fontes afirmaram que as Forças de Operações Especiais dos EUA forneceram apoio de inteligência à operação. A informação foi negada pela porta-voz do Comando de Operações Especiais dos EUA, a Coronel Allie Weiskopf. “As Forças de Operações Especiais não apoiaram esta operação, incluindo o fornecimento de informações de inteligência”, afirmou.

O governo da Venezuela também não fez declarações públicas sobre o ataque. O ministro do interior da Venezuela, Diosdado Cabello, denunciou meses de “loucura imperial” e “assédio, ameaças, ataques, perseguição, roubos, pirataria e assassinatos”.

Investigações na América Latina

No início do ano, o presidente Trump já havia ampliado as atribuições da CIA para realizar operações na América Latina em águas internacionais.

Até então, os EUA estavam pressionando a Venezuela com ataques militares apenas contra embarcações, como estava autorizado a fazer. Supostamente, os ataques buscavam criminosos envolvidos com o tráfico de drogas ou em operações contra petroleiros em cumprimento às sanções.

Continua depois da publicidade