Em mundial

Ministério Público denuncia 10 por "bolha do alicate"

Envolvidos são acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul de formação de quadrilha, manipulação de mercado e "insider trading" com ações da Mundial

 Michael Ceitlin, presidente Mundial
(Divulgação)

* Atualizada às 15h58 (horário de Brasília)

SÃO PAULO - O Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul ofereceu denúncia na última sexta-feira (30) contra dez pessoas, pelos crimes de formação de quadrilha e manipulação do mercado, sendo duas dessas pessoas acusadas também de "insider trading" - uso de informação privilegiada - envolvendo as ações da Mundial (MNDL3). 

Segundo informações da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) divulgadas na tarde desta terça-feira (4), além de penas de prisão, os denunciados poderão ser condenados a penas de multa que podem atingir até três vezes o lucro obtido com as irregularidades. 

Entre os denunciados, estão o empresário Michael Ceitlin (na foto), ex-presidente da Mundial, Rafael Ferri, investidor, o agente autônomo Pedro Barin Calvete, já indiciados no inquérito da Polícia Federal, concluído em maio, por formação de quadrilha e manipulação de mercado. Segundo investigações da PF, Ferri investia em ações da companhia e passou a recomendá-las aos amigos em Porto Alegre. 

Outros denunciados pelo MPF são: Rafael Danton Weber Toro, Marco Beltrão Stein, Jorge Hund Junior, Guilherme Anderson Weber Toro, Paulo Borba Moglia, Eduardo Vargas Haas e Diego Buaes Boeira. 

"Bolha do alicate"
A fabricante de válvulas, talheres, alicates e produtos de beleza viu seu valor de mercado crescer artificialmente quase 3.000% de fevereiro a junho de 2011, despencando cerca de 85% em apenas uma semana após essa longa alta, indo da faixa dos R$ 7,00 para R$ 0,90, resultando em fortes perdas para diversos investidores - o que ficou conhecido como "bolha do alicate".

Atualmente, as ações MNDL3 são negociadas entre R$ 0,15 e R$ 0,17, com um fraco volume financeiro.

 

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