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SÃO PAULO – Dos 89 voos da Webjet programados para decolar até as 17h desta quinta-feira (30), 45 (50,6%) foram cancelados e 12 (13,5%) tiveram atraso superior a 30 minutos, de acordo com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária).
Em nota, a companhia aérea afirmou que os cancelamentos ocorridos nesta quinta-feira foram realizados ao longo do mês de setembro e “todos os passageiros já foram reacomodados em outros voos da própria Webjet ou realocados para outras companhias aéreas”.
A Webjet afirma que entrou em contato com 90% passageiros por telefone, informando sobre o cancelamento e evitando que se deslocassem até os aeroportos. Aqueles que não conseguiram ser contatados “foram recebidos por funcionários da empresa e orientados sobre os novos horários”.
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Providências
Desde segunda-feira (27), quando começaram os problemas de atrasos, a Webjet afirma ter tomado cinco medidas previstas na Resolução 141 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que prevê a reacomodação dos passageiros em outros voos próprios ou de outras companhias, reembolso das tarifas pagas, fretamento de aeronaves e isenção das taxas de remarcação dos voos cancelados.
A companhia prometeu que a situação estará “plenamente normalizada” já nesta sexta-feira (1).
Inquérito
O MPF (Ministério Público Federal) do Distrito Federal, instaurou inquérito civil público para apurar as causas dos atrasos e cancelamentos nos voos dos últimos dias. A empresa tem dez dias úteis, a contar do recebimento dos pedidos, para responder às informações solicitadas pelo procurador da República Marcus Marcelus Goulart.
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Deverão ser levantados pela Webjet dados como o número de voos cancelados, a quantidade e o tempo de demora dos voos que atrasaram mais de uma hora e os motivos para os cancelamentos e atrasos e se eles eram previsíveis.
A Anac também deverá se submeter às exigências do MPF, a começar pelas informações sobre as providências tomadas para regularizar a situação e evitar transtornos aos clientes da Webjet que deverão ser encaminhadas ao órgão.
A Webjet declara que, “em função da sua política de preços competitivos, vem crescendo expressivamente nos últimos meses”. O forte crescimento dessa demanda em setembro teria obrigado a companhia a reduzir o numero de voos na ultima semana de setembro para cumprir a lei nº 7.183, que regula os limites de trabalho dos aeronautas.