Publicidade
SÃO PAULO – A Redecard (RDCD3) espera que seu volume de transações em cartão de crédito e débito aumente em linha ou pouco acima do mercado este ano. Citando dados da associação do setor, o diretor de Finanças da companhia, Marcelo Kopel afirmou que o setor de plástico no Brasil deve movimentar 24,5% a mais em 2011 do que no ano passado.
“Estamos aguardando as projeções oficiais da Abecs [Associação brasileira das empresas de cartão de crédito e serviços]”, afirmou Kopel em teleconferência com analistas nesta quainta-feira (27), se esquivando de cravar um guidance para o ano.
Na véspera, a concorrente Cielo divulgou suas projeções, dizendo que o volume financeiro de transações consolidado deve subir entre 19,5% – 21,5%, para um intervalo de R$ 168,8 bilhões para R$ 171,7 bilhões.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
De abril a junho, o volume financeiro da Redercar no segmento de cartão de crédito somou R$ 37,45 bilhões, alta de 30,7% sobre o segundo trimestre de 2010 e de 9,8% ante o primeiro trimestre deste ano. No caso do débito, o montante alcançou R$ 18,20, avançando 38,6% na comparação anual e 4% na trimestral. Os dados constam do balanço distribuído pela empresa um dia antes.
POS
A Cielo também anunciou que espera investir entre R$ 210 e R$ 230 milhões no segundo trimestre na compra de maquininhas de cartão, chamadas de POS (Point Of Sale, na sigla em inglês). Grande parte desse aporte deve ser focado na aquisição de aparelhos sem fio, como aqueles que o garçon leva até a mesa do restaurante.
Sem detalhar valores, Kopel comentou que não projeta um movimento da mesma magnitude para a Redecard. “Mas vamos acompanhar as inovações do mercado à medida que elas surjam”, pontuou.