Volume de concessão de empréstimos registrou elevação em março

Crescimento de empréstimos foi superior para pessoas jurídicas; dentre pessoas físicas, cheque especial registrou maior elevação

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SÃO PAULO – O volume de novas concessões de créditos, tanto para empresas como para pessoas físicas, voltou a crescer em março deste ano, após ter registrado queda nos dois primeiros meses deste ano.

Os dados constam da Nota sobre Operações de Crédito no Sistema Financeiro, publicação mensal do Banco Central do Brasil, documento com detalhes sobre evolução de agregados monetários e taxas de juros, spreads, inadimplência, entre outros, referentes a operações de crédito no mês de março.

Volume de concessões aumentou

Segundo o relatório, o saldo total de concessões acumuladas cresceu 3,9% em março, frente a fevereiro, alcançando a marca de R$ 75 bilhões, o que equivale a um volume de novas concessões da ordem de R$ 2,8 bilhões.

A maior elevação foi registrada entre pessoas jurídicas (4,5%), sendo destinados R$ 50 bilhões em concessões acumuladas em março. Já para pessoas físicas, o crescimento foi mais modesto, 2,7%, com o volume total chegando a R$ 25 bilhões.

Conta garantida e capital de giro se destacam

Dentre as várias modalidades de crédito a pessoas jurídicas, o volume de concessões de créditos em conta garantida, que é a modalidade mais utilizada, registrou elevação de 4,71%, chegando a R$ 15,362 bilhões. Destaque também para os financiamentos de capital de giro, que cresceram 13,10% para R$ 6,613 bilhões, mostrando a maior demanda de crédito das empresas.

Por outro lado, o destaque negativo ficou com as operações de repasses externos, que apresentaram retração de 24,1%, caindo de R$ 1,79 bilhão para R$ 1,358 bilhão.

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Concessões de crédito no cheque especial aumentam

Com relação às modalidades de crédito para pessoas físicas, o volume de concessões de empréstimos através do cheque especial registrou a maior elevação em março (4,6%), atingindo R$ 13,498 bilhões. Na mesma direção, vale destacar a elevação de 1,2% no volume de concessões através de crédito pessoal, que atingiu R$ 3,039 bilhões.

Já as concessões através de cartão de crédito registraram decréscimo de 5,8% para R$ 2,703 bilhões, um desempenho pouco pior que os novos empréstimos para a aquisição de bens, que caíram 5,7% para R$ 2,22 bilhões, pressionados pela redução de 9,4% nas concessões para aquisição de veículos.