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SÃO PAULO – A inadimplência no país, medida pelo volume de cheques devolvidos por insuficiência de fundos, registrou a maior alta no mês de abril desde 1991, quando a Serasa passou a promover a pesquisa.
De acordo com o estudo realizado pela empresa no último mês, foi registrada a devolução de 16,2 cheques a cada grupo de mil compensados, o que corresponde a um aumento da ordem de 11,7% na comparação com o mesmo mês em 2002. Na comparação com o mês de março houve queda de cerca de 3%, já que naquele mês foram devolvidos 16,7 cheques a cada mil compensados.
Tendência de alta deve seguir pelos próximos meses
Ainda de acordo com a pesquisa da Serasa, no que se refere ao volume de cheques acumulado nos primeiros quatro meses do ano, o aumento da inadimplência ficou em 4,7% em relação ao mesmo período analisado em 2002. No primeiro quadrimestre do ano, foram devolvidos 15,4 cheques devolvidos a cada grupo de mil compensados.
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O principal motivo para o aumento da inadimplência em abril se deveu pela ansiedade do próprio comércio, que aproveitou as vendas de final de ano para fazer caixa para pagamento do décimo terceiro-salário de seus funcionários e despesas de início de ano.
Nesse sentido, os lojistas passaram a apelar para as liquidações, na tentativa de melhorar as vendas, o que incluiu a aceitação de cheques pré-datados por um prazo mais longo, normalmente superior a três parcelas, o que explica os resultados apurados nos primeiros três meses do ano.
As elevações da taxa básica de juro da economia, juntamente com a perda do poder aquisitivo da população e aumento do desemprego, também foram fatores que influenciaram nos resultados apurados em abril, tendência essa, que, aliás, deverá ser estendida até o mês de maio por conta do prolongamento dos prazos de pagamento adotados pelo comércio no final do ano passado.