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SÃO PAULO – O volume de cheques devolvidos por falta de fundos de janeiro a novembro de 2004 é o menor dos últimos três anos. Segundo pesquisa realizada pela CheckOK, houve a devolução de 102,8 milhões de cheques no acumulado do ano até novembro. No mesmo período de 2003, este montante chegou a 109,6 milhões.
Do total de 179,7 milhões de folhas de cheque compensadas no País ao longo de novembro, 5,3% não possuíam saldo suficiente em conta. Esta taxa equivale a uma elevação de inadimplência da ordem de 10 pontos base na comparação com o penúltimo mês do ano passado, quando a taxa esteve em 5,2%.
Já na relação com o mês anterior, a taxa de cheques sem fundos registrou queda de 60 pontos base, uma vez que em outubro ela estava em 5,9%.
São Paulo: maior Estado em compensação de cheques
Na condição de estado com maior volume de cheques compensados no País (mais de 70 milhões), São Paulo registrou taxa de inadimplência de 4,7% em novembro. Este nível é praticamente idêntico ao verificado em mesmo período de 2003, quando estava em 4,6%, e está 30 pontos base abaixo do patamar registrado em outubro deste ano (5,0%).
Segundo dados da CheckOK, no acumulado do ano, 35,6 milhões de cheques foram devolvidos por falta de saldo somente no Estado de São Paulo.
Ainda de acordo com a pesquisa, todas as regiões brasileiras apresentaram aumento na taxa de inadimplência na comparação com novembro de 2003. As variações foram as seguintes: Sul (+3,3%), Centro-Oeste (+5,0%), Norte (+3,2%), Nordeste (+1,5%) e Sudeste (+0,6%).
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Taxa de inadimplência ainda é alta
De acordo com o analista financeiro da ABM Consulting, Antônio Carlos Carvalho, embora o número de cheques devolvidos no acumulado de 2004 seja o menor dos últimos três anos, a taxa de inadimplência do período permanece a mesma em relação ao ano passado, e é ainda maior que aquela registrada em anos anteriores. Este cenário sugere uma menor emissão de cheques ao longo de 2004, demonstrando que o meio de pagamento tem perdido espaço para outras modalidades, como o cartão de crédito.
Na opinião de Carvalho, a recuperação econômica brasileira causou euforia entre os consumidores que passaram a gastar mais. No entanto, o crescimento ainda não se refletiu no incremento da renda do trabalhador, por isto o aumento da inadimplência.
Vale lembrar que os dados da pesquisa da CheckOK são baseados em informações fornecidas pelo Banco Central. Os números se referem a cheques devolvidos pela primeira e segunda vezes, além de devoluções causadas por conta encerrada, prática espúria e contra-ordem ou sustação de pagamento.