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SÃO PAULO – A Serasa divulgou nesta quinta-feira, dia 12 de junho, o resultado da inadimplência medida pelo volume de cheques devolvidos por insuficiência de fundos no mês de maio. De acordo com o estudo da empresa, esse foi o maior índice registrado desde 1991, ano em que foi criada a pesquisa.
Nível recorde em todos os períodos de comparação
No mês passado foram devolvidos 17,6 cheques a cada mil compensados, o que representa alta de 18,10% em relação a igual período registrado no ano passado, quando as devoluções correspondiam por 14,9 cheques para cada grupo de mil compensados. O volume total de cheques devolvidos atingiu a marca de 3,27 milhões, segundo a pesquisa.
Na comparação o mês de abril a inadimplência registrou aumento de 8,6%, ao passo que naquele mês a cada mil cheques compensados 16,2 eram devolvidos por insuficiência de fundos. A mesma tendência de alta pode ser notada no volume de cheques sem fundos no acumulado no ano. O levantamento da Serasa apontou para uma alta da ordem de 7,5% no acumulado dos cinco primeiros meses de 2002 na comparação com o mesmo período analisado no ano passado.
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De janeiro a maio de 2003 foram devolvidos 15,8 cheques a cada grupo de mil compensados, enquanto no mesmo período no ano passado foram devolvidos 14,7 a cada grupo de mil.
Falta de metodologia adequada para concessão de crédito
Segundo a Serasa, o recorde da inadimplência tanto na comparação com maio do ano passado como em relação ao mês de abril, superou os resultados apurados no mês de março desse ano, época em que normalmente a inadimplência atinge seu nível máximo ainda em conseqüência do consumo impulsivo nas festas de final de ano. Para se ter uma idéia, em março de 2003 foram devolvidos 16,7 cheques a cada mil compensados.
O principal motivo apontado pela empresa para a elevação atípica da inadimplência, antes limitada ao primeiro trimestre do ano, se deve ao alongamento dos prazos de aceitação dos cheques pré-datados no final do ano passado. Problemas conjunturais, como taxa de juros num patamar bastante elevado, aumento do desemprego e queda do poder aquisitivo da população também teriam contribuído para o aumento do nível da inadimplência, cujo cenário deve melhorar no segundo semestre.