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SÃO PAULO – Comprar um imóvel que nunca foi usado e com a cara do proprietário é privilégio para poucos, dado o fato de que estas unidades sempre custam mais caro.
Assim, a não ser que seja possível comprar um terreno e construir o imóvel ao seu gosto, a pessoa interessada no imóvel acaba partindo para os reparos ou até mesmo para uma boa reforma.
Reparos x reformas
Em primeiro lugar, deve-se esclarecer a diferença entre os dois. Os reparos em imóveis se referem às mudanças mais simples, como a pintura das paredes, troca de pisos, azulejos, telhas etc, nada que influencie na estrutura da casa ou apartamento.
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Por sua vez, as reformas envolvem mudanças mais complexas, que mexem na estrutura original do imóvel e que, se não forem tratadas com o máximo de atenção, podem incorrer em grandes problemas futuros.
Segurança estrutural e financeira
A segurança é um deles. Não ache que construir mais um cômodo na casa ou transformar a casa térrea em um sobrado é uma tarefa que pode ser designada a qualquer pedreiro.
Fundamental na reforma, apenas um arquiteto ou engenheiro lhe dará a segurança necessária para realizar a reforma. Afinal, qualquer projeto mal feito poderá levar a problemas técnicos que põem qualquer pessoa em risco.
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Outro aspecto a ser considerado é o fator financeiro. Reformas mal feitas implicam em uma só solução: que o serviço seja todo refeito. E aí não haverá de quem cobrar as perdas, de forma que tudo será custeado novamente pelo proprietário do imóvel.
Burocracia para estar em dia com a lei
Talvez nem todos saibam, ou os que sabem preferem fazer “vista grossa”, mas o fato é que existe todo um procedimento burocrático que envolve as reformas (mas não os reparos): o alvará de aprovação e execução.
Existem formulários específicos para cada tipo de reforma. Por exemplo, se para aumento (Ex: construção de mais um cômodo) ou redução da área existente, ou ampliação e diminuição de volume de área construída.
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A burocracia envolvida no processo é praticamente a mesma nas prefeituras de todo o País, de forma que a diferença normalmente será notada no valor cobrado pelas taxas de alvará.
A documentação também é bastante complexa e envolve, além dos documentos básicos, como RG e CPF e carnê de IPTU, entre outras coisas, escritura ou contrato particular de compra e venda registrado em cartórios; cópias do projeto; registro profissional do engenheiro responsável; comprovante de regularidade da construção existente etc.
Em último caso…
Pode parecer exagero, mas não possuir o alvará para iniciar uma reforma dá à Prefeitura o direito de paralisar a obra ou até mesmo de demoli-la. São situações mais extremas, porém, que não devem ser descartadas.
Portanto, se você está pensando em comprar um carro e construir uma garagem na sua casa pelos próximos meses, pense duas vezes e procure a Prefeitura para se informar sobre o procedimento na sua cidade.