Vítimas da bomba atômica ganham processo contra o governo japonês

Sobreviventes declaravam ser vítimas da inalação dos resíduos radiativos após os ataques a Hiroshima ou Nagasaki

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SÃO PAULO – A Corte do Distrito de Tóquio anunciou na última terça-feira (20) que entre 21 e 30 pessoas devem ser certificadas pelo governo como vítimas de doenças causadas pela radiação resultante das bombas atômicas.

Certificados como hibakushas, os sobreviventes da explosão das bombas em Hiroshima e Nagasaki, ao fim da Segunda Guerra, recebem um benefício médico especial no valor de ¥
137 mil por mês.

Resíduos radiativos

O juiz Toshihiko Tsuruoka criticou os critérios de certificação dos sobreviventes das bombas adotado pelo governo, chamando-os de muito mecânicos. Além disso, afirmou que os conhecimentos científicos apresentam certos limites e de que continuar persistindo na exitência de critérios muito rígidos iria contra o espírito da legislação criada para auxiliar os hibakusha.

O Ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar declarou, por sua vez, declarou que o nível de radiação a que um indivíduo se expõe, em um local distante das explosões, estaria próximo de zero. As possibilidades da poeira radioativa causarem doenças foram calculadas com base em fatores de risco envolvendo jovens e idosos.

As vítimas argumentaram, no entanto, que o governo deveria considerar não só os resíduos radiotivos como a inalação da poeira radioativa após a explosão da bomba atômica nos ataques de Hiroshima ou Nagasaki.