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SÃO PAULO – Apesar do setor já esperar que os novos seguros de vida resgatáveis (VGBLs), que combinam aspectos dos seguros de vida com os de planos de previdência, seriam a nova vedete do mercado, desbancando inclusive os PGBLs, as vendas destes produtos está superando as expectativas dos mais otimistas. Diante do forte crescimento dos VGBLs, a participação dos seguros de vida deve aumentar dos 17,64% registrados em 2001 para cerca de 23% em 2002.
Componente previdenciário atrai
Até então o setor de seguros de vida estava praticamente estagnado, mas desde a introdução dos VGBLs a maioria das seguradoras tem motivos para comemorar. O grande atrativo fica por conta do fato de que agora o investidor já pode resgatar o dinheiro investido ao se aposentar, de forma que os VGBLs deixam de ser uma proteção em caso de morte para fazer parte do planejamento financeiro das pessoas.
Para quem ainda não conhece o suficiente os novos produtos, os VGBLs, na verdade funcionam de forma bastante semelhante aos planos de previdência, mas também incluem cobertura contra riscos, morte e invalidez. Desta forma, o investidor pode desde resgatar os valores investidos na hora em que se aposentar, como também garantir que seus beneficiários, o recebimento de uma indenização em caso do seu falecimento ou acidente.
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Contudo, de acordo com estimativas do diretor de negócios da Canadá Life, Hélio de Godoy, a maior parte deste crescimento deve acontecer nos planos individuais, mas não necessariamente nos planos coletivos. A razão para isto é bastante simples, cerca de 85% das empresas já oferecem seguro de vida para seus funcionários, de forma que o potencial de crescimento é mais limitado.
A expectativa é de que o mercado cresça entre 20% e 30% neste ano, mas os mais otimistas apostam em um crescimento ainda mais acentuado de 30%, o que elevaria os prêmios com seguros de vida dos R$ 4,284 bilhões registrados em 2001, para mais de R$ 5,5 bilhões no final deste ano.
Novas medidas devem reduzir inadimplência
Além disto, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) estuda uma minuta enviada pela Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (Fenaseg), que prevê a transferência de recursos da reserva financeira para a cobertura de risco do VGBL.
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Como discutimos acima, os VGBLs são planos de previdência com opção de seguro de vida, desta forma parte das contribuições do investidor vão para uma reserva financeira, que é investida no mercado e que garantirá o pagamento de uma mensalidade na hora em que este se aposentar, o restante é direcionado para garantir a cobertura caso o seguro de vida venha a ser acionado.
A medida em estudo pela Susep basicamente garante que, caso o segurado não tenha dinheiro para continuar contribuindo para a reserva de risco, parte do dinheiro acumulado na reserva financeira pode ser usado para pagar a parcela do seguro. Com isto evita-se que o cliente fique sem cobertura, caso deixe de efetuar os pagamentos.